ZH critica “falta de clareza” na venda das ações do Banrisul, após denúncia do SindBancários

Denúncia levantada pelo SindBancários e Fetrafi-RS contra as irregularidades constatadas no processo de venda de ações do Banrisul, em dois leilões realizados no mês de abril, está sendo compartilhada até mesmo pela chamada grande imprensa gaúcha. A página 12 de ZH, a coluna “+ Economia”, nesta quarta-feira, 11/07, estampa a manchete “Falta de clareza pôs Banrisul na berlinda”. A coluna afirma que as denúncias encaminhadas pelas entidades sindicais a Comissão de Valo0res (CVM), Ministério Público Estadual (MPE) e Polícia Federal, entre outros órgãos oficiais, “deveriam ter merecido do banco uma resposta consistente e pública”.

Segue a matéria: “A coluna (de ZH) vem ponderando que faltou seguir as melhores práticas”. Mais adiante, após relatar as denúncias e divulgar a crítica de um especialista, às falhas cometidas pelo banco e governo do estado (dono das ações) no processo de vendas dos papéis, o texto afirma que “a falta de clareza na negociação abriu a porteira para especulações”.

No texto do jornal, a editora Marta Sfredo cita o SindBancário como uma “força corporativa que estaria estimulando apurações”. Mas reforça a suspeição sobre a operação, ao publicar avaliação do processo por Miguel Santacreus, analista da Austin Rating, agência de análise de risco, especializada no setor bancário: “Considerando que é um banco público (…) o melhor teria sido dar publicidade às vendas. É o que recomenda a boa prática”.

Na avaliação de Santacreus, consistente com a maioria dos observadores do próprio mercado, “o banco deveria ter informado publicamente, sem subterfúgios porque vendeu, e a que preço”.

Lista de pontos nebulosos

Como se sabe, é grande a lista de pontos nebulosos nas transações realizadas em abril último. Vale lembrar apenas dois aspectos suspeitos, entre outros: a não publicização das vendas ao mercado, através da divulgação de “fato relevante”, assim como o chamamento do banco BTG Pactual para realização das vendas, quando o Banrisul tem há muito tempo a sua própria e competente corretora, além de outros pontos obscuros.

Tentativa de desmanche do banco

No fundo”, considera o presidente do SindBancários, que encaminhou as denúncias, “trata-se do prosseguimento do processo de desmanche e enfraquecimento do Banrisul como banco público, conforme a disposição do atual governo estadual”. Everton Gimenis lembra que a administração estadual de Sartori já fechou dezenas de agências do banco e suspendeu a realização de concursos públicos, apesar do lucro que o banco traz ao estado. “É importante que toda a sociedade riograndense entenda o que está sendo feito contra o banco de todos os gaúchos e gaúchas. Da nossa parte, junto com outros setores compromissados com os interesses do estado e da população, vamos continuar na defesa dos bancários e não vamos permitir que o Banrisul naufrague nesta onda de ataque neoliberal contra as instituições públicas”, concluiu.

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