“Vivemos um período de esvaziamento das instituições públicas, como o Banrisul”

O produtor cultural e jornalista gaúcho Carlos Caramez, radicado há muito no RJ, diz que hoje valores de mercado avançam sem limites sobre instituições e bancos públicos

Série “Na mira privatista” (4) – Carlos Caramez, j0rnalista e agente cultural

Veterano do jornalismo e do cenário artístico gaúcho e nacional, tendo sido agente de grandes estrelas da cultura brasileira, como o grupo Novos Baianos (foto acima) e Zé Celso Martinez Corrêa (Teatro Oficina), Carlos Eduardo Caramez observa que houve um grande e abusivo avanço da economia de mercado sobre preocupações e aspectos sociais.

“Existe um claro movimento de esvaziamento das instituições públicas – e dos bancos estatais, como a Caixa e o Banrisul -, como indutoras de políticas populares e de incentivadoras da produção cultural. Isso faz parte do esquema da economia de mercado, que deseja privatizar a educação, a saúde, a cultura, entregar as riquezas naturais e transformar os cidadãos em consumidores”, aponta ele.

Dados nas estatísticas da pobreza

“A sociedade de consumo privilegia o lucro – não a cidadania e o bem estar da população”, afirma o jornalista, empresário cultural e poeta reconhecido (foto acima). “Sem educação e cultura, nos tornamos apenas números, em estatísticas de pobreza e de miséria. Deixamos de ser um povo soberano, que preserva seus costumes e cultura”.

Dividindo seu tempo e atividades entre Porto Alegre, SP e o RJ, o gaúcho Carlos Caramez, radicado no Centro no país, aponta que, na área que acompanha e vive mais de perto, um forte exemplo da política de desmanche cultural se observa, atualmente, na produção cinematográfica brasileira. “Hoje, 90% das telas no Brasil só passam filmes estrangeiros. Sem o fundo setorial de cinema e os editais, não existem verbas públicas para financiar o setor”, relata. “E este é apenas um caso de desmonte. Precisamos resistir”, conclui.

Fonte: Imprensa SindBancários. Fotos: Arquivo. Foto de Carlos Eduardo Caramez, por Mírian Fichtner.

 

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