Vigia do Itaú Unibanco em Curitiba é indenizado em R$ 15 mil por danos morais

Um vigilante que durante três meses foi obrigado a trabalhar em uma guarita do lado de fora de uma agência do Itaú Unibanco, em Curitiba, e controlar visualmente o acesso de pessoas ao banco, por falha no sistema de detecção de metais, foi beneficiado por decisão da Justiça nos últimos dias. Ele irá receber indenização por danos morais, no valor de R$ 15 mil.

A decisão da 14ª Vara turma do TRT-PR acentuou que o vigia sofreu exposição ainda maior a um risco já acentuado pela profissão. A principal condenação foi para a Poliservice Sistemas de Segurança Ltda, empregadora do vigilante. O Itaú Unibanco foi condenado subsidiariamente, devendo pagar a indenização caso a Policeservice não honre a dívida.

Falha no detector de metais

Durante meses, o detector de metais da porta de entrada não funcionou na agência do banco situada no bairro Alto da XV, na capital paranaense. Mesmo informada, a empresa não solucionou o problema, causando, conforme o vigilante, “enorme tensão e estresse”, como quando teve que evitar que um cliente portando um canivete entrasse na agência.

Em 2013, após ser demitido sem justa causa, o vigia procurou a Justiça pedindo indenização por danos morais. A empresa também não tomou qualquer providência frente às queixas do trabalhador de que a guarita era pequena demais e muito quente. Ao confirmar a indenização, a desembargadora Rosemarie Diedrichs Pimpão destacou que a definição do valor para danos morais deve “buscar coibir condutas ilícitas reiteiradas das empregadoras”.

 

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