“Vamos fazer uma Greve Geral maior do que a de 28 de abril”, afirma CUT na marcha em Brasília

Mesmo com a repressão e a violência policial, mais de 200 mil trabalhadores de todo o país ocuparam Brasília nesta quarta-feira, 24/5, para pressionar o Congresso Nacional a paralisar a tramitação das reformas Trabalhista e da Previdência e por eleições diretas já.

O ato convocado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo repercutiu dentro do Congresso e a bancada de oposição ao ilegítimo presidente Michel Temer (PMDB) chegou a ocupar a mesa da presidência da Câmara dos Deputados.

Já nas imediações do Congresso, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, apontou essa como a maior marcha sobre a capital federal e destacou que mais uma Greve Geral deve vir por aí.

“Deram um golpe e não conseguem completar, o que significa fazer as reformas Trabalhista e da Previdência. Esse é o passo inicial da maior guerra que faremos contra esses golpistas para derrubar essas reformas. Vamos fazer uma greve geral maior do que fizemos no dia 28 de abril”, disse.

O dirigente ressaltou ainda a importância da CUT neste cenário e a necessidade da unidade da classe trabalhadora contra os retrocessos. “Se não conseguem entregar nossos direitos e discutir uma ditadura no Brasil é porque tem a CUT e seus sindicatos fazendo a luta. Essa foi a maior marcha da história dos trabalhadores no Brasil. Trouxemos mais de 200 mil por Diretas Já e precisamos levar essa luta para o cotidiano do país”, apontou.

“A violência policial, que jogou centenas de bombas de gás de pimenta, deixou a marcha inconclusa”, avaliou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, que participou da manifestação junto com centenas de trabalhadores gaúchos de diferentes categorias. “Vamos concluir essa marcha com uma nova greve geral para barrar as reformas do Temer e exigir diretas já”, destacou.

Temer nas cordas

Incapaz de responder democraticamente às mobilizações e sem respaldo moral e político, o golpista Temer baixou uma AGA (Ação de Garantia da Ordem) autorizando as Forças Armadas a fazer a segurança do Distrito Federal até o dia 31 de maio, provável dia da votação da Reforma Trabalhista, em episódio que remonta aos tempos obscuros da ditadura militar.

Fonte: CUT Nacional

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