Vamos defender os bancos públicos agora

Ato Nacional busca esclarecer população sobre mentiras governistas para entregar patrimônio nesta sexta-feira, 4/10, no Centro Histórico de Porto Alegre

Se você caiu naquela conversa de que vender empresas públicas salva as finanças de um Estado, saiba que está engando ou foi ludibriado por algum notório mentiroso. Os dados obtidos pelo DIEESE em várias fontes governamentais, como o Tesouro Nacional e o Ministério da Economia, trazem outra avaliação. As empresas públicas não só ajudam o Brasil há muito tempo a superar crises como garantem a nossa soberania frente a ameaças de entrega de um patrimônio do povo brasileiro.

Quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, vocifera em algum microfone que tem que vender tudo, ele conta apenas uma pequena parte de uma ideologia de entreguismo que vem desde os anos 1990. Foi nesta época que o presidente Fernando Henrique Cardoso torrou parte do setor elétrico, entregou parte dos bancos públicos, num movimento que jogou o país no apagão dos anos 1990 e foi chamado de “Privataria”.

Pois bem, dados do Tesouro Nacional, compilados pelo DIEESE, em estudo publicado na segunda-feira, 30/9, no portal da Fenae (leia aqui) indicam que entre 2002 e 2018, as empresas públicas federais aportaram recursos de dividendos para a União da ordem de R$ 300 bilhões. 

Imagine-se quantas escolas, quantos quilômetros de estradas ou quantos empréstimos a juros mais baixos bancos públicos como a Caixa, o Banco do Brasil, o BNDES, financiaram? Ou o quanto os Correios, a Petrobras e a Eletrobras ajudaram o país a superar crises como a de 2008?

Ato Nacional em Defesa dos Bancos Públicos

Sexta-feira, 4/10 | Meio-dia | Praça da Alfândega, entre o Banrisul e a Caixa, Centro Histórico de Porto Alegre

Pois é para demonstrar a importância de empresas públicas na vida do povo brasileiro que os bancários realizam em Porto Alegre, na sexta-feira, 4/10, ao meio-dia, o Ato Nacional em Defesa dos Bancos Públicos. O ato público ocorre na Praça da Alfândega, Centro Histórico de Porto Alegre.

O Banrisul está na mira

Acrescente-se a importância do Banrisul na vida dos gaúchos. O banco público está na mira do governo do estado e da Assembleia Legislativa. Tanto que, desde setembro, a PEC 280 tramita no parlamento gaúcho com uma proposta de retirar a obrigatoriedade de plebiscito da Constituição Estadual para a venda do Banrisul, da Corsan e da Procergs.

Assim como Banco do Brasil e Caixa, o Banrisul é responsável por repassar dividendos ao Estado. De 2007 a 2018, o Banrisul repassou ao seu sócio, o governo do Estado, R$ 2,1 bilhões. Desde que a governadora Yeda Crusius vendeu 43% das ações do Banrisul, o Estado deixou de receber R$ 1,48 bilhão.

30 anos de mentiras sobre as empresas públicas

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, alerta para o contexto de radicalização do discurso de entrega do patrimônio público. O modus operandi é ficar dizendo que as empresas públicas têm que ser vendidas para que os estados recuperem suas capacidades de investimento. Devem ser vendidas também para O Estado ficar mais leve. Entenda-se que vender banco público é tirar dinheiro da população, do povo trabalhador e entregar para um banqueiro privado.

Ouvimos essa falácia da venda do patrimônio público para salvar investimentos desde os anos 1990. É a velha história de que o estado é muito pesado e que precisa ser mínimo. Essa experiência de vender patrimônio não deu certo em nenhum lugar do mundo. Estatais foram vendidas e as dívidas só aumentaram. Capacidade de investimento se tem com as empresas públicas que são lucrativas e ajudam a desenvolver as regiões”, avaliou Gimenis.

Fonte: Imprensa SindBancários

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