Valeu a pressão: bancos recuam e não haverá retirada de direitos; negociação continua nesta sexta, 24/8

A pressão da categoria, dos sindicatos e do Comando Nacional dos Bancários, na mesa de negociação, surtiu efeito. Em rodada realizada na quinta-feira, 23/8, os bancos recuaram na proposta que pretendia tirar das bancárias em licença-maternidade o pagamento integral da PLR. Também voltaram atrás e não haverá mais retirada de direitos nem supressão de cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

O movimento sindical cobrou o aumento real a ser apresentado aos bancários e a Fenaban pediu uma pausa para consultar os bancos sobre o índice de reajuste que será proposto aos trabalhadores. A reunião entre os representantes dos bancários e das instituições financeiras continua nesta sexta-feira, 24/8, a partir 9h30.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, representante dos gaúchos no Comando Nacional dos Bancários, contou que os negociadores da Fenaban ficaram reunidos por cerca de 1h30min para dar uma resposta sobre o índice de reajuste. Por volta das 23h30, da quinta, pediram para encerrar a oitava mesa de negociação e retomar nesta sexta. “Temos repetido que esta Campanha Nacional seria muito difícil por causa da reforma trabalhista que os banqueiros se não escreveram ajudaram a escrever. Os últimos dois dias de paralisações de agências e de caminhada dos bancários, e a nossa assembleia de 7/8, que foi lotada, assim como em todo o país, mostraram a nossa capacidade de luta. A nossa resistência e pressão na mesa aqui em São Paulo fizeram os banqueiros darem um recuo que é muito importante para a nossa história de lutas”, avaliou Gimenis.

O presidente do SindBancários pede que os bancários fiquem atentos aos desdobramentos das negociações e prontos para participarem de atividades de Campanha Nacional. Lembrando que, nesta sexta-feira, em Porto Alegre, haverá reunião entre o Comando Nacional dos Banrisulenses e a diretoria do Banrisul. O encontro começa às 10h na sede da ASBANCOS, na rua dos Andrados, 1.234, 17º andar, Centro Histórico de Porto Alegre.

Bancos públicos

Os acordos específicos de Banco do Brasil e da Caixa Federal serão debatidos assim que encerradas as negociações com a federação dos bancos.

Questões centrais para os trabalhadores dos bancos públicos precisam ser resolvidas, como os altos valores cobrados pelo Saúde Caixa, a PLR Social, os ciclos avaliatórios no BB. Os bancários estão mobilizados e já avisaram em assembleias e atos por todo o país que não aceitarão nenhum direito a menos.

Fonte: Contraf-CUT, com Imprensa do SindBancários

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