Uma história forjada para sobreviver e lutar

SindBancários completa 88 anos em 18 de janeiro com uma Live de Luta transmitida direto de estúdio para contar a história de seu passado e lançar nova campanha de sindicalização

Os bancários estão acostumados à pressão por metas e são educados a cumprir a lei do mais forte. Adapte-se ao peso da agência e dos negócios do banco ou desista. Mas isso não precisa ser assim, não deve ser assim e não pode ser assim.

Muitos estão tão adaptados que vão achar que lá vem o Sindicato para atrapalhar a vida e o trabalho e fazer mimimi. O que queremos dizer é que o Sindicato é parte importante da vida dos(as) trabalhadores(as). Uma prova?

O SindBancários está presente em 100% das conquistas que os bancários obtiveram em suas histórias de trabalhadores do sistema financeiro desde que o Sindicato foi fundado em 1933. Lá se vão gerações de bancários.

O diretor do SindBancários, Antonio Augusto Borges de Borges, o Guto, conta neste vídeo como vai ser a nova campanha de sindicalização do SindBancários a partir do dia 18/1

Desde 2016, a realidade de muitos sindicatos de muitas categorias de trabalhadores é esta: sobreviver aos ataques das reformas trabalhista e da previdência, respectivamente, de 2017 e 2019.

Os(as) bancários(as) sabem muito bem como o seu Sindicato sobreviveu àquele que talvez tenha sido o ano mais complicado do século para todos os quase 8 bilhões de cidadãos do mundo. O Sindicato, por seus dirigentes, eleitos em 2020, procurou manter a estrutura em funcionamento para atender as necessidades dos bancários.

Foi preciso se adaptar, é certo, como de fato os bancários fazem todos os dias, atendendo clientes e prestando um serviço essencial e heroico com a vida em risco no trabalho presencial.

Colegas da Caixa lutam muito e sofrem o mesmo tanto para organizar filas até fora das agências com quem procura alívio aos desesperos de sua família no auxílio emergencial. No Banco do Brasil, financiar a agricultura bota comida na mesa de todos os brasileiros praticamente.

Se não fosse o Banrisul, os cerca de 150 mil servidores públicos poderiam ficar sem salários por causa da política de parcelamento adotada pelos últimos dois governos do estado. E os bancários de bancos privados (Santander, Bradesco, Itaú e tantos outros) dão duro para sustentar suas famílias prospectando clientes e ajudando quem precisa de soluções financeiras.

O Sindicato procurou em 2020 adaptar-se àquele que foi um ano muito difícil e só comparado talvez a outro distante ano no nosso tempo. No dia 18 de janeiro de 1933, há 88 anos, nascia o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região, marcado pela crise e tendo que enfrentar inúmeras dificuldades.

Quer dizer, o Sindicato chega ainda mais próximo de sua nona década e caminha para um século de existência provando que foi forjado para sobreviver e lutar.

Naquele ano, não tivemos pandemia, mas a quebra de um importante banco público, o banco Pelotense. Muitos bancários foram jogados ao desemprego e desespero. O Sindicato nasceu, se fortaleceu e sobreviveu. A categoria bancária passou a contar com sua entidade representativa para o que precisasse.

Chegamos ao 18 de janeiro de 2021 certos de que conseguiremos manter a força da nossa luta. Sindicato e bancários formam uma parceria tão forte que inspira a chamar essa mistura de “nós”.

Se não fossem os bancários(as), trabalhadores que geram boa parte da riqueza deste país, o Sindicato nem existiria. E o Sindicato precisa muito dessa força dos trabalhadores. Ninguém consegue nada sozinho ainda mais tendo banqueiros gananciosos como patrões.

Às 19h da segunda-feira, 18 de janeiro, direto do estúdio Legato, na avenida Berlim, 540, em Porto Alegre, vamos marcar a passagem do aniversário de 88 anos do Sindicato com uma espécie de programa jornalística em clima de podcast que terá a participação de um amigo do Sindicato.

O jornalista, professor, escritor, Juremir Machado da Silva, vai apresentar um programa que estamos chamando de Live da Luta. Será uma conversa informal dentro de um estúdio com todos os cuidados sanitários recomendados pelas autoridades sanitárias para a prevenção da Covid-19, um programa descontraído, que contará a história do Sindicato e projetará o futuro que nos aguarda.

Não há motivos para comemorarmos o nosso aniversário com a tradição de uma festa. Afinal, são quase 200 mil mortos em um país em que seus governantes não trataram a pandemia de Covid-19 com a seriedade devida.

Durante a passagem da programação do nosso aniversário, vamos lançar a segunda parte do documentário “Luta que Segue”, registro do trabalho dos bancários e da vida das pessoas durante a pandemia. E vamos lançar uma campanha de sindicalização nova que convida os(as) bancários(as) a estarem 100% com o seu Sindicato.

Se 2020 não foi um ano fácil, este ano se mostra um desafio. Vamos ter que lutar muito, reivindicar, resistir, defender a democracia e estarmos atentos à defesa das vidas de todo mundo.

 

Por isso, além da defender você, como diz o slogan do Sindicato, teremos que lutar por todo mundo num grande desafio de solidariedade que a geração de agora talvez nunca veja de novo. Teremos que lutar por vacinação para todos.

Se tem algo que a pandemia nos ensinou, foi que estamos no mesmo barco. Seja em Porto Alegre, em Nova Iorque, Buenos Aires, Calcutá, Pequim, Berlim, Moscou, Canoas ou Tóquio, as nossas vidas deverão ser cuidadas e nós precisaremos cuidar da vida dos outros.

É, claro, que os(as) bancários(as) poderão contar com a ajuda do seu Sindicato. Continuaremos a lutar pela defesa dos direitos dos(as) bancários(as), por integrar nossa categoria no rol de prioridade à vacinação, cobraremos compromissos, vigiaremos a aplicação de acordos coletivos ou emergenciais.

Vamos cuidar também dos colegas do grupo de risco e de quem está em home office, tendo que cuidar dos filhos, de parente idoso e atender o chefe e clientes numa jornada direta na frente do computador.

Mas o Sindicato também precisará do cuidado dos seus trabalhadores. Lembre-se, é tempo de (re)aprendermos lições de solidariedade. Estamos diante de uma oportunidade.

Muita coisa vai ficar igual no Sindicato. Vamos continuar a defender os bancos públicos, os empregos, a democracia, pois que são pautas gravadas como tatuagem na história de 88 anos deste Sindicato que é exemplo para todo mundo.

Mas termos também de lutar por vacinas para todos e cobrar dos governantes mais empatia e mais amor com todos os cidadãos, porto-alegrenses, gaúchos, brasileiros e humanos onde quer que estejam. Lembre-se de novo: estamos no mesmo barco.

Vida longa ao SindBancários de Porto Alegre e Região!

Live da luta

Vamos comemorar 88 anos de história

Segunda-feira, 18/1 | 19h

Participação jornalista Juremir Machado da Silva

Assista aqui

facebook.com/SindBancarios.PoA

youtube.com/SindBancariosPoA

 

Fonte: Imprensa SindBancários

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