Uma conversa sobre violência no trabalho

Encerramento de atividades do ano do GAS tem palestra com doutora em ciências sociais com crítica às mudanças do novo e precário mundo do trabalho nesta quarta, 11/12

O contexto, a gente já sabe, não é dos melhores para a saúde e nem para as relações de trabalho. Muito menos para o trabalhador bancário que está adoecido e afastado por sofrer tanto assédio moral e cobrança de metas abusivas. Mas, nestes tempos de reformas da previdência e trabalhista, de MP 905, de incentivo ao assédio moral e de uma cultura que exalta o egoísmo no lugar do pensamento coletivo, a palestra “Violência Moral no Trabalho: o sofrimento programado”, nesta quarta-feira, 11/12, no auditório Olívio Dutra da Casa dos Bancários, é um sopro de esperança à nossa resistência.

A palestra da doutora em ciências sociais da Unicamp, Petilda Serva Vasquez, tem início marcado para as 15h. E não por acaso ocorre neste dia e horário. É quando os colegas bancários que participam do Grupo de ação Solidária (GAS) fazem suas reuniões semanais.

A palestra, aliás, encerra o ano de atividades de GAS.

Petilda tem graduação em Licenciatura em História pela Universidade Federal da Bahia (1976), mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (1987), especialização em Relações de Trabalho pela Universidade de Wisconsin – Madison/EUA. Seu doutorado é em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP (2000).

Seu vasto currículo tem trabalhos como pesquisadora associada ao Núcleo de Estudo Interdisciplinares das Mulheres, NEIM da Universidade Federal da Bahia, UFBA, sendo professora de Hermenêutica, História do Direito, Sociologia Jurídica e Metodologia da Pesquisa no Ensino Superior, além de assessora sindical, coordenando pesquisas sobre Gênero, Trabalho e Saúde em cadeias produtivas no Estado da Bahia.

A abordagem nesta palestra da quarta-feira deve situar aquela expressão que costuma permear os encontros do GAS. O ambiente de trabalho estruturalmente é desenhado para cobrar e adoecer.

A assessora de saúde do SindBancários, Jaceia Netz, diz que a palestra é aberta ao público e fez um breve perfil de Petilda. “Ela tem uma visão bem crítica das mudanças do mundo do trabalho, desse novo e precário mundo do trabalho que a gente vive. Ela é uma estudiosa do trabalho”, detalhou. Encerramento das atividades do GAS, mas aberto ao público.

Petilda irá palestrar no encerramento do ano de atividades do GAS e fará um workshop no escritório de advocacia AVM Advogados, que presta assessoria jurídica para o Sindicato, na quinta-feira.

Uma armadilha para o trabalhador

A palestra ocorre em um contexto de precarização da saúde do trabalhador. É que tramita no Senado Federal uma medida provisória (MP) que pode prejudicar os trabalhadores que adoeceram por causa do trabalho.

A MP 891 determina que o empregador pague o auxílio-doença por um período de até 120 dias de afastamento. As empresas receberão incentivos fiscais como compensação. Em caso de benefício negado pela perícia posterior do INSS, os valores do auxílio serão descontados do salário do funcionário.

Mas isso é uma armadilha. Primeiro, porque muitos adoecem dentro do local de trabalho, já que as empresas são responsáveis por boa parte dos adoecimentos, e segundo porque vai ficar a critério da empresa validar os atestados médicos para pagar o auxílio ou não. Leia mais aqui.

Fonte: Imprensa SindBancários

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