Trabalho remoto: É necessário avançar no debate de Teletrabalho

Banco respondeu parcialmente o ofício da Contraf-CUT, que solicita prorrogação do trabalho remoto, mas prazo concedido é muito curto; e não se manifestou quanto ao pedido de negociação sobre uso da modalidade após a pandemia

Atendendo ao ofício da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a Caixa Econômica Federal encaminhou na noite de sexta-feira (29) um comunicado a todos os gestores de unidades informando sobre as mudanças no normativo interno RH226, que trata sobre as modalidades de trabalho dentro do banco.

Segundo o comunicado, “os aditivos atualmente vigentes foram prorrogados automaticamente até 06/05/2022, ficando facultada a antecipação da data-fim pelo gestor.” A vigência anterior era até 30 de abril de 2022.

“A prorrogação de apenas seis dias não atende nossa demanda. Sabemos que houve uma redução do número de casos de contaminação e morte por covid-19, mas a pandemia ainda não acabou. E, além disso, com a entrega de prédios onde funcionavam diversos departamentos, muitos empregados sequer terão local físico para cumprirem suas jornadas”, observou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt.

Para a dirigente da Fetrafi-RS e funcionária da Caixa, Sabrina Muniz, preocupa que os critérios para adoção do trabalho remoto não parecem ter relação com uma avaliação técnica e criteriosa de quais atividades apresentam um melhor desempenho quando realizadas à distância. “E quando falo em melhor desempenho, temos que considerar como uma via de mão dupla, tem que ser bom para a empresa e para o empregado também”, argumenta a dirigente.

Conforme Sabrina, no Edifício Querência, prédio que reúne diversas unidades administrativas da Caixa em Porto Alegre, a maior parte dos andares já está com todas as estações de trabalho ocupadas. “E ainda temos um quantitativo de colegas no trabalho remoto”, observa.

Pós-pandemia e banco de horas
Em seu ofício, além de pedir a prorrogação do Projeto Remoto Excepcional, a Contraf-CUT solicita a retomada de mesa de negociação referente as negociações de teletrabalho e banco de horas.

“Não temos um acordo específico para o trabalho remoto na Caixa. Entendemos que o teletrabalho é uma modalidade que veio para ficar, mas é necessário regramento para proteger os colegas. Teletrabalho também não pode ser considerado benesse e ser dado somente para alguns como prêmio. É preciso transparência também nesse processo. Fora que, atualmente, não existem fisicamente lugares pra todos trabalharem. Por isso, queremos negociar”, disse a coordenadora da CEE.

A Caixa não se pronunciou sobre as solicitações feitas pela Contraf-CUT em seu ofício.

Fonte: Contraf – CUT/Imprensa SindBancários

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