Trabalho do Grupo de Ação Solidária (GAS) do SindBancários recebe reconhecimento nacional pela Contraf-CUT

São 14 anos de luta em defesa da saúde dos bancários e bancárias da área de abrangência do SindBancários. Neste espaço de debate, nesta verdadeira esfera pública de luta pela saúde, os bancários se sentem em casa. E não apenas isso. Se sentem acolhidos por um grupo multidisciplinar formado por assistentes sociais, advogados e médicos. Toda a quarta-feira, a partir das 15h, em média, 70 bancários se reúnem para falar de seus problemas de saúde e das dificuldades que enfrentam para se afastarem de um ambiente de trabalho adoecido por cobrança de metas abusivas e por todo tipo de assédio moral.

A Contraf-CUT reconheceu a importância deste trabalho de resistência e luta e publicou uma reportagem especial sobre o Grupo de Ação Solidária (GAS) do Sindicato.

Aqui, você pode ler a reportagem diretamente no site da Contraf-CUT.

Abaixo, a transcrição da reportagem.

Grupo de Ação Solidária busca solução coletiva para a defesa da Saúde em Porto Alegre

Acolhimento e conscientização ampliam a atuação sindical

Acolhimento, solidariedade, empoderamento, consciência e protagonismo dos bancários na promoção à saúde, tanto nas relações de trabalho, quanto nas questões mais amplas da sociedade. Estes são os princípios que norteiam a atuação do GAS-Grupo de Ação Solidária, projeto da Secretaria de Saúde do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, que tem mobilizado os bancários e servido de modelo de ação sindical para outros sindicatos e categorias.

Há quatorze anos o  Grupo reúne uma média de quarenta  pessoas todas as quartas-feiras, às 15h,  na sede do Sindicato, para debater questões de Saúde, acolher os bancários que se veem sós diante do duríssimo desafio de enfrentar o adoecimento no trabalho, vítimas da desinformação criminosa dos bancos e da punição, da culpa que abate a maioria, por falta de compreensão dos fatores que levaram a seu adoecimento e da ideologia que busca desqualificá-los, no lugar de cobrar responsabilidade dos bancos, que são os verdadeiros dos agentes da falta de condições de saúde nos ambientes de trabalho.

“O trabalho dos bancários de Porto Alegre inspira e entusiasma a todos os que estão engajados na questão da Saúde porque consegue ao mesmo tempo responder a uma demanda, organizar e gerar agentes políticos para fortalecer a nossa luta”, afirma Walcir Previtale, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.

Segundo Jaceia Netz especialista em Saúde do trabalho com mestrado em Serviço Social, coordenadora técnica do projeto, há cerca de 300 pessoas inscritas no Grupo, que se alternam semanalmente: “Nas reuniões, os assuntos tratados são livres, emergem das necessidades e vivências.  Não se trata de um grupo terapêutico, mas operativo. Buscamos acolher, resgatar os laços de solidariedade que se encontram fragilizados pelas relações de trabalho, dar acesso à informação e direitos, para que o bancário se conscientize de que cabe a ele ser um agente da prevenção e da promoção à saúde”, afirma.

O Grupo também promove atividades de lazer, confraternizações, passeios e viagens nacionais e internacionais e ajuda a mobilizar para a participação nas assembleias, eleições, atos, passeatas, palestras e conferências, entre outras.

A experiência tem se mostrado tão bem-sucedida que que já serve de referência para outros sindicatos: “Recentemente estivemos em Pelotas (RGS) para apresentar o projeto e ajudamos no caso de dois bancários que foram demitidos do Bradesco mesmo estando doentes”, relata Jaceia.

A ênfase na solução coletiva e em propiciar o acesso à consciência política tem dado tão certo que vem criando novos quadros tanto na militância do sindicato como na direção, como é o caso do atual secretário de Saúde da entidade, Eduardo Munhoz Baptista: “Eu comecei participando do GAS, fui me interessando cada vez mais, vi a importância do debate de saúde para os bancários, para todos os trabalhadores e a necessidade de agirmos em todas as frentes em prol da prevenção e da garantia de direitos” afirma o dirigente.

Fonte: Imprensa SindBancários

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