Petroleiros sofrem repressão e resistem a medidas do governo

Petroleiros seguem em greve, enquanto ngoverno federal prepara privatização da Refap

Petroleiros gaúchos voltaram a subsidiar gás de cozinha para moradores da Região Metropolitana do Porto Alegre, na manhã da última quinta-feira, 13/02, marcando o 13º dia de greve nacional da categoria. A atividade foi realizada no Centro de Esteio, com a venda de 100 botijões a R$ 40. O valor é considerado um preço justo, e corresponde a quase 50% do produto vendido no mercado. O secretário de Relações de Trabalho da CUT-RS, Paulo Farias, saudou a iniciativa dos petroleiros e alertou para o impacto da privatização da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap).

A privatização, lembrou o sindicalista, não vai afetar somente o emprego dos petroleiros, mas também os cofres públicos do Estado e dos municípios, assim como a vida cotidiana da população, sobretudo os mais pobres. Os planos do governo Bolsonaro são de entregar a Refap à iniciativa privada já no mês de agosto.

“A venda de gás de cozinha a um preço justo comprova que é possível subsidiar para reduzir o custo do botijão e o valor dos combustíveis. Os preços praticados no Brasil seguem uma metodologia internacional e a produção que abastece o nosso mercado interno pode sim ser regulada pelo Estado. Mas para isso é preciso que tenhamos uma Petrobrás pública e do povo”, disse Farias.

Greve e cárcere privado

Vale citar que a greve dos petroleiros – direito constitucional dos trabalhadores – chegou ao auge em SP, onde o Sindipetro do Litoral Paulista conseguiu libertar 60 trabalhadores que estavam sendo mantidos em cárcere privado há uma semana, na refinaria Presidente Bernardes e na Usina Termelétrica Euzébio Rocha, em Cubatão, litoral paulista. “Será que voltamos ao tempo da ditadura militar, onde trabalhadores eram impedidos de voltar para casa após um dia de trabalho para não entrarem em greve?”, questionou o bancário Ademir Wiederkehr, diretor de Comunicação da CUT-RS e diretor do SindBancários. “Vamos continuar apoiando estes trabalhadores”, concluiu.

Fonte: Rádio Guaíba Notícias, Imprensa CUT Nacional, CUT

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