Trabalhadores lançam nesta terça-feira no Senado a campanha “Se é público, é para todos”

O Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas lança nesta terça-feira, 18/10,  a campanha “Se é público, é para todos”, a partir das 9h na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal. A campanha em defesa das empresas, bens e serviços públicos foi lançada nacionalmente em junho passado e atinge vários estados brasileiros, além de contar com a adesão da UNI Américas Finanzas, que reúne trabalhadores do sistema financeiro na América Latina.

Centrais sindicais

O Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas foi criado em consequência da luta contra o Projeto de Lei do Senado 555, que viria a se tornar a lei de Responsabilidade das Estatais (13.303, sancionada em 30 de junho passado). A mobilização reuniu representantes dos movimentos sindical, associativo e social, e obteve avanços no conteúdo da lei. Além disso, novas ações contra privatizações e desmonte de serviços públicos vieram se somar à atuação do comitê, do qual participam as centrais sindicais CUT, UGT, CTB, Nova Central, Conlutas e Intersindical, com o apoio da Fenae, Contraf e FUP, representando centenas de categorias de trabalhadores.

PEC 241

De acordo com a coordenadora do Comitê, Maria Rita Serrano, todos os que participaram dessa grande mobilização e prosseguem na luta contra os ataques diários à sociedade brasileira estão convidados para o lançamento, que reforçará ainda a mobilização contra a PEC 241, cujo segundo turno de votação está previsto para ocorrer em breve. Também foram enviados convites a deputados federais e senadores, já que a expectativa é de criação de uma frente parlamentar mista em defesa das empresas e serviços públicos no mês de novembro.

Rio Grande do Sul

Vale lembrar que no Rio Grande do Sul, correm o risco de privatização, apesar de salvaguardas na Constituição estadual, instituições financeiras como o Banrisul, o Badesul (além do BB, Caixa e BNDES, em nível nacional), afora patrimônios públicos como a Corsan, Corag, Sulgás, CEEE e outras – que mesmo sendo lucrativas se enquadram na visão ideológica neoliberal do governo estadual de Sartori e federal de Michel Temer. “Eles querem o   estado mínimo”, diz o presidente do SindBancários. “Mas isto significa gerar desemprego e entregar a riqueza construída pela população gaúcha para grupos empresariais privados lucrarem ainda mais”, esclarece  Everton Gimenis.

Fonte: Imprensa SindBancários com informações da Contraf-CUT.

Foto: Anselmo Cunha

 

 

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