Trabalhadores da Corsan fazem paralisação contra privataria do governo estadual

No Centro de Porto Alegre, funcionários da estatal chamaram a atenção sobre impactos da privatização da água pretendida por Eduardo Leite

Trabalhadores da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) realizaram, na terça-feira, 10/08, uma paralisação no Centro Histórico de Porto Alegre, contra o privatista projeto de lei enviado pelo governador Eduardo Leite a Assembleia Legislativa, no dia 12 do mês de julho último. Em regime de urgência aos deputados estaduais, Leite pediu autorização para a privatização da grande empresa pública que atende 317 dos 497 municípios gaúchos.
Banrisul e Procergs 

O ato começou em frente à sede da empresa, localizada no Centro Histórico de Porto Alegre. Depois, centenas de trabalhadores de diversas regiões do Estado saíram em caminhada até a Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini e Assembleia Legislativa. Na caminhada, carregavam uma faixa com os dizeres: “Os gaúchos não querem que o governo venda a Corsan, o Banrisul e a Procergs”, demonstrando que a lutga é ampla, na defesa das grandes empresas públicas. Os sindicalistas chamaram a atenção da população para a importância da água para a vida e pressionaram os deputados estaduais, para que votem contra o projeto do governador.

Desgoverno tucano

O presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, denunciou os interesses do governo tucano em transformar um bem público em mercadoria. “Saneamento é vida. Vocês (funcionários da Corsan) estão dando uma aula como trabalhadores do serviço público e defensores desse bem público, que é a água. Eduardo Leite faz exatamente a mesma coisa que Bolsonaro: implementa uma política neoliberal que entrega o serviço público aos interesses do setor privado”, disse Cenci.

Sindiágua na luta

O presidente do Sindiágua-RS, Arilson Wünsch, fez uma memória da luta histórica da categoria. “Defendemos desde sempre: água é um bem de todos, jamais pode ter um dono. Nossa luta não é pelos funcionários da Corsan e suas famílias, somente, mas também por todo o povo gaúcho que depende dos serviços da Companhia. Por isso, vamos até a Assembleia, para lembrar os deputados dos riscos para a população”, afirmou.

“É uma empresa que presta um serviço de excelência na questão da água. O lamentável é que o governador Eduardo Leite no seu ímpeto de ser candidato a Presidente da República quer simplesmente ser livrar de tudo que dá lucro no Estado”, acrescentou Arilson Wünsch.

Ocorreram também paralisações no interior do estado. Em Osório, no Litoral Norte, foi entregue um manifesto contra a privatização da Corsan ao presidente da Câmara de Vereadores, Edi Morais (MDB). Foram registradas mobilizações também nas cidades de Santo Ângelo (Região das Missões), Rio Grande (Zona Sul) e Santa Maria (Região Central).

Fonte: Site Sul-21, com informações da CUT-RS. Edição de Imprensa SindBancários. Fotos: Carolina Lima/CUT.

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