Terceiro dia da GREVE dos bancários terá assembleia de organização na Casa dos Bancários nesta quinta, 8/9

E o terceiro dia da GREVE dos bancários se levantou cedo nesta quinta-feira, 8/9, na área de abrangência do SindBancários. Desde cedo, grevistas se posicionaram na frente de várias agências e postos de trabalho para fortalecer o movimento. Se na manhã desta quinta, os bancários e as bancárias deram seguimento ao movimento, à tarde, a partir das 16h, vamos nos juntar para organizar os próximos passos da luta. A assembleia será na Casa dos Bancários (Rua General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre). Participe! Quem decide os próximos passos da caminhada é o bancário.

Posicionado em frente à Diretoria Geral (DG) do Banrisul, Centro de Porto Alegre, onde distribuía panfletos com orientações para intensificar a participação dos bancários na GREVE, o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, chamou a atenção para um importante fato na agenda de GREVE. Na sexta-feira, 9/9, a partir das 11h, ele fará parte da mesa de negociação entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários, em São Paulo.

Os bancários já avisaram: se vier nova proposta, tem que ser decente. Queremos aumento real, fim das demissões, mais segurança, mais contratações, condições de trabalho decente, o fim das metas abusivas e mais respeito para melhorar o atendimento aos usuários dos bancos.

Gimenis exaltou o fato de a GREVE ter começado, na terça-feira, 6/9, muito fortalecida com a participação dos bancários na área de abrangência do Sindicato, no Rio Grande do Sul e em todo o país. Somente na área de abrangência do SindBancáros, foram 245 agências e postos de trabalho paralisados. No RS, o total de agências fechadas chegou a 600. A soma de todas as agências fechadas no país, 7.359, é considerada um recorde pela Contraf-CUT.

 

“O movimento começou muito forte. Os bancários responderam ao chamado porque estão indignados. A Fenaban ofereceu apenas 6,5% de reajuste e mais um abono. A participação forte mostra que, além dessa proposta ser insuficiente, há uma indignação muito grande em relação ao golpe na democracia. Os bancários sabem que governos que entram pela porta dos fundos vêm para retirar direitos”, avaliou Gimenis.

O presidente se refere às ameaças de retrocessos que já estão em processo de andamento acelerado no Congresso Nacional e como projetos saídos direto da mesa de Michel Temer. A terceirização, as privatizações que podem acabar com a Caixa, o Banrisul e o Banco do Brasil, além do negociado sobre o legislado, que ameaça a CLT, fazem parte do pacote de maldades governista. “É muita ameaça nesta agenda do governo de Michel Temer. E eles vêm para cumprir esta agenda. Não só os bancários, mas todos os trabalhadores, estão com férias, 13º na mira da austeridade e dos cortes. E tem ainda a aposentadoria. Tem projeto para nos aposentar aos 70 anos. Vamos trabalhar até morrer”, explicou Gimenis.

Em função deste contexto de ataque à democracia e aos direitos, é importante a participação, a unidade e a luta dos bancários. Nos últimos 14 anos, a categoria fez 14 greves consecutivas e conquistou aumentos reais no piso e nas verbas salariais (auxílios e vales). Sinal de que só a luta garante conquistas e avanços aos trabalhadores.

Assembleia de organização da GREVE

Quinta-feira, 8/8 | 16h | Casa dos Bancários (General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre)

Calendário de Mobilização da GREVE

Quinta-feira, 8/9

 

16h: Assembleia de organização da GREVE.

Sexta-feira, 9/9

7h30: Mobilização e Panfleteação em frente à sede da Direção Geral (DG) do Banrisul (Caldas Junior, 108, Centro Histórico de Porto Alegre).

8h: Saída de Piquetes Móveis.

11h: Mesa de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban em São Paulo.

Segunda-feira, 12/9

7h30: Mobilização em frente à Direção Geral do Banrisul (DG) (Caldas Junior, 108, Centro Histórico de Porto Alegre).

12h: Ato de Aniversário de 88 anos do Banrisul e em Defesa do Patrimônio Público na Praça da Alfândega, entre o Banrisul e a Caixa, no Centro Histórico de Porto Alegre.

13h: Caminhada até o Palácio Piratini.

Dez motivos para ir à GREVE

1 – Empregos: só neste ano, os bancos extinguiram quase 8 mil postos de trabalho e se recusaram a negociar qualquer proteção aos empregos bancários.

2 – Perdas salariais: o reajuste proposto pelos banqueiros nem mesmo repõe a inflação. A correção de 6,5%, com inflação projetada em 9,57%, representa perda de 2,8%.

3 – Abono não é remuneração: o abono de R$ 3 mil, proposto pela Fenaban, é pago apenas uma vez e não incide nas férias, 13º salário, FGTS, vales, auxílios e previdência.

4 – O setor mais lucrativo: segundo a consultoria Economatica, entre 25 setores pesquisados, os bancos foram os que mais lucraram no 1º trimestre do ano.

5 – PLR: BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander, que compõem a mesa de negociação, ignoraram a reivindicação dos bancários e, apesar de terem chegado a R$ 29,7 bilhões de lucro, querem manter a mesma regra de 2015 para a Participação nos Lucros e Resultados.

6 – Vale-refeição na licença-maternidade: mesmo que signifique pouco para os bancos, que têm subsídio de 40% no valor, disseram não a essa reivindicação que seria de grande importância para as mães bancárias.

7 – Vida de bancário não é moleza: assédio moral, cobrança por metas, adoecimento, sobrecarga de trabalho, terceirização. Os bancos não fizeram nenhuma proposta para melhorar as condições de trabalho.

8 – Desigualdade entre homens e mulheres: mesmo representando um setor onde mulheres ganham em média 22,1% a menos que homens, e encontram mais dificuldades na ascensão da carreira, a Fenaban mais uma vez quer adiar este debate para uma mesa temática.

9 – Auxílio-creche/babá: bancos querem reajustar em 6,5% o valor atual de R$ 337, que iria para R$ 359. Porém, creches públicas não dão conta e empresas, por lei, têm de disponibilizar ou pagar creche para filhos dos funcionários. A reivindicação da categoria é que o valor seja de R$ 880.

10 – Responsabilidade social: no momento que o Brasil atravessa, o setor mais lucrativo do país deveria contratar mais funcionários e injetar dinheiro na economia a partir da justa valorização dos seus trabalhadores. E não o contrário, como os bancos insistem em fazer.

Crédito fotos:  Anselmo Cunha

Fonte: Imprensa SindBancários

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