Terceirização no Santander: quem paga é o trabalhador

Mais trabalho, menos salário e menos direitos

A terceirização dos serviços se transformou em política de Recursos Humanos do Santander. Desde 2016, com a aprovação da Reforma Trabalhista, o banco intensificou a demissão de trabalhadores para contratá-los em outras empresas do grupo, mas sem, necessariamente, garantir as conquistas da categoria bancária.

Os funcionários terceirizados trabalham mais, ganham menos e têm menos direitos. Para o Santander, eles não são trabalhadores bancários e, por isso, não deveriam ter a proteção do sindicato ou a mesma convenção coletiva. Para o movimento sindical, no entanto, quem realiza serviços bancários, bancário é.

“O que o Santander tem feito é intermediação fraudulenta de mão de obra”, denuncia o secretário-executivo do SindBancários, Luiz Cassemiro, que também é representante na Comissão de Organização dos Empregados (COE).

A terceirização é um dos temas prioritários da campanha nacional deste ano, com mesa específica entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. “Mais uma vez, vamos cobrar explicações do Santander sobre a total falta de transparência no processo de terceirização”, explica Cassemiro. “O Santander está transferindo setores inteiros para outras empresas do grupo sem enquadrá-los na categoria bancária e sem qualquer conversa com o movimento sindical”, aponta. O banco fez isso com os trabalhadores de tecnologia que foram para a F1rst Tecnologia; o call center que foi para a SX Negócios e com o microcrédito que agora está na Prospera.

Antes da pandemia, a terceirização já era um fenômeno que avançava no trabalho bancário, mas agora, o processo disparou. Para se ter uma ideia da velocidade da terceirização no Santander, em 2020, a SX Negócios tinha 1.200 funcionários, hoje, são mais de 7 mil. A informação aparece no próprio site da empresa. A SX tem sede nas cidades de Campo Bom/RS, Novo Hamburgo/RS, Rio de Janeiro/RJ. E anunciou que está chegando também em Sorocaba/SP.

“Sob um lema de olhar para o futuro, de modernidade, o Santander está praticando o que há de mais antigo no capitalismo: a exploração de trabalhadores”, reflete Cassemiro. Em ano de campanha salarial, destaca, “os trabalhadores precisam de unidade para garantir conquistas. Para nós, os funcionários do grupo Santander são bancários. Estamos lutando por todos”.

Fonte: Imprensa SindBancários

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