“Temos que ir às ruas defender a democracia e os nossos direitos”, afirma presidente da Contraf-CUT, no Encontro Nacional dos Funcionários de Bancos Privados

“O golpe não foi só dado contra a democracia. Todos e todas no Brasil foram afetados pelo golpe. Nós temos que ir para a rua defender o Brasil antes que ele seja vendido completamente. Nós temos que ir para a rua defender a democracia e os nossos direitos. O momento é de luta e nós temos que dizer para cada bancário que só a luta te garante. Ninguém te protege. Eles são golpistas e fascistas e não passarão. Fora Temer!”. Foi assim que o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, abriu o Encontro Nacional dos Funcionários dos Bancos Privados, realizado na manhã da terça-feira, 07/06, e que prossegue hoje, 08, no hotel Excelsior, em São Paulo.

Unidade da categoria

Os encontros reúnem funcionários do Bradesco, HSBC, Itaú e BMB para debater os assuntos relacionados às bandeiras de luta da categoria bancária e à atual conjuntura política do país. Der Osten também classificou como acertada a manutenção do encontro dos bancos privados. “Este evento mostra a unidade da categoria para a mobilização nacional e o fortalecimento da Convenção Coletiva e nossa organização nacional para conquista de novos direitos e para a luta contra os retrocessos. Traz aquele espiríto de quando a gente construiu o Departamento Nacional dos Bancários, para unificar a categoria em todo o País e conquistar uma negociação unificada”, completou.

Para Juvandia Moreira, vice-presidenta da Contraf-CUT, esta é oportunidade única de reunir bancários do País inteiro num momento muito delicado da política. “É um momento privilegiado para nós, de estarmos aqui, reunidos, para analisarmos juntos desafios que temos devido à conjuntura nacional. Os riscos que corremos de perder aquilo que acumulamos. Pensar nos problemas não só da nossa categoria, mas nos problemas do nosso país. Nestes dois dias, temos de pensar nestes temas gerais e analisar como a gente faz o combate no local de trabalho”.

Itaú e Fiesp

Edson Ramos da Rocha, diretor do nosso SindBancários de Porto Alegre, denunciou:  “Estamos passando uma das piores conjunturas da história muito por culpa do Itaú, que junto com a Fiesp foi um dos principais financiadores do golpe. No Brasil, desde o tempo da escravidão e de outros golpes vividos no país, as pessoas lutam contra a retirada de direitos dos trabalhadores. Por enquanto, temos liberdade de continuar lutando e temos obrigação de defender nossos direitos”.

Programação

Neste dia 08/06: Plenária geral por banco, com elaboração de minuta específica por banco.

Fonte: Imprensa SindBancários com foto e informações da Rede Nacional de Comunicação dos Bancários

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