Teletrabalho do BRDE ainda tem pontas soltas

Proposta avançou, mas precisa de respostas da diretoria em relação à jornada de trabalho, ponto eletrônico e ajuda de custo para ser avaliada na assembleia da sexta-feira, 27/8

A diretoria do BRDE parece ter encontrado o fio da meada e percebeu que um Acordo Coletivo de Trabalho Aditivo para o Teletrabalho é um jogo de ganha-ganha. Mas a proposta precisa fechar as lacunas. A reunião da quarta-feira, 25/8, poderia ter sido mais produtiva, mas serviu para ajustar algumas questões de redação do acordo e aparar algumas arestas.

De fato, apesar de o clima de concordância ter sido um dos avanços, por parte da diretoria, diga-se, não se chegou a uma proposta realmente completa e capaz de ser apresentada para os colegas do BRDE de Porto Alegre, na assembleia da sexta-feira, 27/8, com primeira chamada às 18h30. A diretoria bateu pé mais uma vez na questão da jornada de trabalho e na inclusão de um plano de trabalho no acordo.

Clique aqui para entrar na assembleia dos(as) colegas do BRDE nesta sexta, 27/8, com primeira chamada às 18h30.

A outra ponta solta disse respeito à ajuda de custo. Os diretores do banco ainda não firmaram consenso sobre a existência dessa ajuda de custo, tampouco do valor. Na sexta-feira, 27/8, pela manhã, o debate será retomado para buscar superar as divergências e polêmicas e aparar as pontas soltas.

Lembremos que a sexta-feira, é o dia também da nossa assembleia. Ela vai começar às 18h30, em primeira chamada e às 19h, em segunda e última chamada. Até o horário do encontro, o SindBancários irá disponibilizar link de acesso à reunião virtual (Leia aqui o edital de chamada para a assembleia).

Leia aqui edital de chamada para assembleia.

É fato que houve avanços no debate. Mas estes não foram suficientes para vencer as divergências e polêmicas. A questão da ajuda de custo e da jornada de trabalho são bastante complexas. Elas influem sobre a redação de outras cláusulas que darão o formato ao regime de teletrabalho pós-pandemia no BRDE.

O presidente do SindBancários, Luciano Fetzner, saudou a disposição da mesa em buscar um acordo definitivo que possa ser minimamente apresentado em assembleia. Mas também fez a advertência de que os(as) colegas(as) estão ansiosos por uma regulamentação que garanta condições de trabalho e saúde no home office.

“Nossa intenção é fecharmos o acordo o mais breve possível. Nosso prazo já está estourado. A proposta já deveria estar pronta. O banco já deveria ter apresentado. Estamos fazendo esse aprofundamento, discutindo conceito para termos um acordo consistente. É preciso avançar para trazer uma proposta definitiva. Não podem ser repetidos expedientes que aconteceram recentemente de o acordo, quando parece que está fechado, volta duas casas”, analisou Luciano, lembrando expediente da diretoria quando da negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) no BRDE este ano.

Um chamado à participação na assembleia

A diretora do SindBancários, Caroline Heidner, espera ver na sexta-feira pela manhã, uma proposta consistente e capaz de ser levada para a assembleia. “O Sindicato reafirma o compromisso com a negociação. Está à disposição do banco até amanhã da sexta feira [27/8], caso o banco queira apresentar uma proposta”, reafirmou.

Caroline faz um chamado à participação dos colegas do BRDE de Porto Alegre na assembleia da sexta-feira, 27/8, a partir das 18h30, em primeira chamada. “Na ausência de proposta, a participação na assembleia é fundamental para organizarmos a mobilização que os funcionários precisam fazer para pressionar a diretoria. Hoje o banco não quer jornada de trabalho e tenta vender uma falsa ideia de ‘liberdade’ aos funcionários, que na prática não irá acontecer. Ausência de jornada tem implicações seríssimas, como trabalhar muito mais do que seis horas sem jamais receber um único centavo por isso”, pontuou Caroline.

A diretora também lembrou do procedimento da diretoria do BRDE quando do fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho. “Além disso, nem o sindicato nem os funcionários esqueceram da patacoada da diretoria na negociação do ACT, quando excluíram uma cláusula da minuta após a aprovação da assembleia. Naquele momento, os funcionários decidiram não radicalizar com o banco justamente porque o acordo do teletrabalho é uma prioridade, e é bom que a diretoria do BRDE não frustre novamente os funcionários”, acrescentou Caroline.

Preocupação com tanque de gasolina e não com a questão social

Para a secretária-geral do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região, Cristiane Zacarias, o banco dizer que o registro da jornada de trabalho seria condição para fechar uma proposta é reveladora da falta de noção social e do contexto no qual o teletrabalho deveria ser considerado.

“Não vi preocupação relacionada ao contexto do teletrabalho. Como se o funcionário gastar um tanque de combustível a mais ou a menos por mês pudesse ser motivo para acabar com a preocupação necessária que o banco precisa ter com os funcionários no trabalho. Tem uma infinidade de outras questões que envolvem preocupações sociais. O banco tem que se preocupar com o empregado, onde ele esteja, no ambiente de trabalho ou em casa”, pontuou.

A figura do tanque de gasolina foi ponto de debate quando o banco apresentou suas razões sobre o motivo de resistir a colocar no acordo coletivo de teletrabalho a ajuda de custo. A diretoria chega a dizer que os funcionários não precisam de ajuda de custo porque estão economizando com estacionamento e gasolina.

A propósito disso, os dirigentes reiteraram o pedido de levantamento de economia que o BRDE fez durante a pandemia. O presidente do SindBancários, Luciano Feztner, lembrou que a ajuda de custo é um dispositivo dentro do ACT do Teletrabalho que busca amenizar o custo que o banco repassa aos funcionários com manutenção, energia elétrica e insumos, como a água e equipamentos e produtos de limpeza.

“Na própria redação, está respondida a redução de custo da empresa em relação ao fato de ter empregados em teletrabalho. São questões ambientais, de energia, água e manutenção. Pontuamos o fato de que há uma migração desses custos ambientais para a residência e o trabalho remoto do trabalhador. Aquelas 10 pessoas, se estivessem trabalhando em casa gerariam somadas mais consumo de energia elétrica ou menos do que no local de trabalho presencial? Está contida neste texto a nossa preocupação”, salientou Luciano.

O diretor do Sintrafi-SC e funcionário do BRDE de Florianópolis, Luiz Augusto Pereira, o Guto, explicou que há uma ansiedade bastante grande entre os colegas e uma espera em relação a ajuda de custo. “A ajuda de custa não podemos arredar o pé. A assembleia não vai aturar que o banco não forneça a ajuda de custo. “Os custos que o pessoal tem em casa fazem diferença na renda. Para o banco, é um custo muito baixo. Não tem por que não contemplar a ajuda de custo na proposta de acordo de teletrabalho”, salientou.

Fonte: Imprensa SindBancários

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