Taxa de uso de explosivos em ataques a bancos sobe em 2019

Números absolutos de violência bancária tiveram queda significativa nos primeiros 46 dias deste ano no RS

É importante destacar logo de início que o volume de ataques a agências bancárias em 2019 caiu significativamente na comparação com os primeiros 46 dias do ano passado no Rio Grande do Sul. Os sete ataques a agências bancárias registrados no RS até a sexta-feira, 15/2, contando o ataque à agência do Banrisul com explosivos, de madrugada, em Tunas, no Vale do Rio Pardo, representam uma queda de 69,6% em relação aos 23 do mesmo período de 2018. Porém, é preciso também dizer que a taxa de uso de explosivos cresceu e isso projeta um comportamento dos criminosos especializados em ataques a agências bancárias.

Se, de 1º de janeiro a 15 de fevereiro houve 11 ataques a agências bancárias com uso de explosivos, este ano foram cinco. De novo, a queda é significativa, acima de 50%. Porém, se pensarmos em taxa de uso de explosivos, o volume do ano passado é pouco inferior a 50% (11 de 23). Já em 2019, essa taxa subiu para 71,4% (cinco casos de uso de explosivos para sete ataques a bancos).

Repetindo: os números mostram que a violência contra os locais de trabalho dos bancários caiu no Rio Grande do Sul. Mas isso é relativo. Isso porque uma agência destruída gera sérias consequências para trabalhadores, clientes de bancos e comunidade.

No caso dessa agência do Banrisul atacada por cinco criminosos fortemente armados, os efeitos do uso de explosivos serão sentidos no bolso dos bancários e de clientes. Dificilmente essa agência irá abrir suas portas na segunda-feira para atendimento normal. Isso representa prejuízo para os bancários que deixam de vender produtos e para a comunidade que não poderá fazer operações que são realizadas em caixas eletrônicos.

O presidente em exercício do SindBancários, Luciano Fetzner, diz que o uso de explosivos causa até mesmo dano psicológico aos bancários. “Qualquer trabalhador não gostaria de chegar em seu ambiente de trabalho e ver tudo destruído. Além disso, tem o prejuízo financeiro para o bancário e a comunidade. E mais ainda. Uso de explosivos, se mal calculado, pode causar danos estruturais a um prédio em que moram pessoas. Não é incomum uma agência bancária estar localizada em andar térreo de prédio com apartamentos em cima”, avalia Luciano.

“Tremeu o município”

De acordo com a reportagem publicada na edição online do jornal Correio do Povo, um morador de Tunas chegou a dizer que “tremeu o município” durante a explosão. A quadrilha que atacou a agência combinou assalto com arrombamento. Para fechar o quadro de terror, só faltou o sequestro e o cordão humano, modus operandi que chegou a deixar um bancário morto no ano passado em Ibiraiaras.

A ação criminosa ocorreu por volta das 2h30 da madrugada. Segundo a Brigada Militar, as imagens das câmeras de monitoramento mostram que eles chegaram em um veículo preto à avenida Albino Martins Wendel. Os assaltantes chegaram a disparar tiros na direção do quartel da Brigada que fica próximo ao banco e ninguém ficou ferido na ação durante a fuga em três carros.

Clique aqui e acesse a lista de ataques a bancos compilada pelo SindBancários desde 2006

Crédito foto: Brigada Militar/Divulgação

Fonte: Imprensa SindBancários

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