Uso de explosivos em ataques a agências volta a preocupar

Criminosos atacaram agências em Ibirubá de madrugada, combinando uso de explosivos, refém e tiroteio com Brigada

Os primeiros 40 dias do ano apresentaram uma redução significativa no volume de ataques a bancos em 2019 em todo o RS. Se, de 1º de janeiro a 8 de fevereiro deste ano, tivemos seis ataques a bancos, no mesmo período do ano passado, houve 22. É certo que tivemos uma queda de 72,7% no volume de ataques, mas duas questões merecem reflexão. Para os bancários, qualquer ataque a agência bancária representa risco, provoca medo. Portanto, prejuízos psicológicos e também financeiros. A outra questão é que com o ataque da madrugada a duas agências em Ibirubá, a proporção no uso de explosivos cresceu. Dos seis ataques a bancos deste ano, quatro tiveram uso de explosivos, ou 66,7% dos casos.

Mais uma vez, precisamos analisar os números de modo a compreender a dinâmica dos ataques a agências bancárias. No ano passado, dos 22 ataques, 11 tiveram o uso de explosivos até 8 de fevereiro. É quase três vezes mais do que o mesmo período deste ano. O que indica motivo de apreensão é a taxa e o volume dos últimos dois anos. Em 2019, os ataques a agências bancárias com explosivos nos dois primeiros meses do ano, representou 50% do total. Este ao, essa taxa subiu opara 67%.

O presidente em exercício do SindBancários, Luciano Fetzner, alerta para uma leitura diferente desses dados. Segundo ele, é preciso se preocupar com uma constante que parece caracterizar os dois primeiros meses em 2018 e 2019. “Somando os dois primeiros meses ou seus primeiros 40 dias dos dois últimos anos, tivemos 15 ataques com uso de explosivo em agências bancárias. Essa modalidade de ataque afeta psicologicamente o bancário. Imagine você chegar em seu local de trabalho e ver sua agência destruído. Para os bancários, o tempo de agência fechado para reparos é de prejuízo financeiro. Para uma comunidade inteira também”, explicou Luciano.

Por volta das 4h da madrugada da sexta-feira, 8/2, na cidade de Ibirubá, na região do Alto Jacuí, a 296 quilômetros de Porto Alegre, criminosos atacaram com explosivos as agências locais do Banrisul e do Banco do Brasil. O grupo, com pelo menos seis homens armados com fuzis, ainda trocou tiros com a Brigada Militar antes da fuga. Não houve feridos, segundo a polícia, mas os assaltantes chegaram a fazer um morador de refém, que foi solto antes dos criminosos fugirem, em três veículos. A BM segue fazendo buscas na região.

Relação de ataques a bancos no Rio Grande do Sul

Janeiro 2019

1. Dia 04: Sicredi (Sagrada Família). Criminosos amarram explosivos em corpo de gerente durante assalto

2. Dia 10: Sicredi (Lagoão). Tentativa de arrombamento

3. Dia 10: Banco do Brasil (Porto Alegre). Assalto

Fevereiro 2019

1. Dia 02: Banco do Brasil (Fontoura Xavier). Quatro assaltantes usam explosivos para arrombar caixas eletrônicos.

2, 3. Dia 08: Banrisul e Banco do Brasil (Ibirubá). Criminosos usam explosivos para invadir agências, trocam tiros com a Brigada e fogem fazendo morador de refém.

Clique aqui e acesse os registros de ataques a bancos desde 2006

Crédito foto: Polícia Civil/Divulgação

Fonte: Imprensa SindBancários, com informações da Rádio Guaíba/Correio do Povo e Gaúcha/ZH. Foto da Polícia Civil.

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