SP: Contraf faz protesto contra carteira “verde-amarela”

Sindicalistas realizaram protesto e conscientização da população sobre medida de Bolsonaro e Guedes que retira direitos e taxa os desempregados

Dirigentes sindicais e muitos trabalhadores bancários, com representantes da Contraf-CUT, realizaram uma grande mobilização e esclarecimento da população, na última sexta-feira, 13/12, em São Paulo. Eles explicaram de forma clara que a carteira verde e amarela – criada pelo desgoverno Bolsonaro e seu ministro Paulo Guedes – além de não gerar empregos, retira direitos conquistados com muitas lutastaxa os desempregados e beneficia os patrões com isenção de impostos. Assim, os sindicalistas convidaram a população a se aliar à luta contra a MP 905 e pela geração de empregos decentes. Os sindicalistas também distribuíram um panfleto para a população, que reproduz uma carteira “verde e amarela”, que mostra como a MP 905 vai afetar os direitos da população.

O presidente da CUT nacional, Sérgio Nobre, foi incisivo em sua fala: ou a gente luta ou volta a época em que o Brasil tinha trabalho escravo. “Se a gente não lutar pelos nossos direitos, no outro dia podemos acordar sem nenhum deles e voltar para a escravidão, como há mais de 100 anos, quando não tinha Lei de férias, nem fundo de garantia e direito nenhum para o trabalhador”, afirmou Sérgio às centenas de pessoas que circulavam nas proximidades da estação de trem e metrô do Brás, no Centro de São Paulo.

Resistência

A diretora executiva da CUT e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que também esteve na ação da Jornada de Lutas, disse o quanto é importante o trabalhador e a trabalhadora fortalecerem os sindicatos para resistir aos ataques dos governos e ampliar direitos.

“Não existe nenhum direito da classe trabalhadora que não tenha tido a participação, a luta e a influência do Sindicato. Em vários países do mundo em que não existem sindicatos os trabalhadores e as trabalhadoras ganham menos e a concentração de renda é gigante”, explicou a bancária.

Juvandia destacou a importância da confederação e do sindicato da categoria para que os bancários e bancárias do país não tivessem sua jornada ampliada, como queriam os empresários, se baseando na MP 905, que tem um item liberando o trabalho nos finais de semana e feriados, sem adicional de salário. No caso dos bancários, que barraram a medida, o resultado seria aumento do desemprego na categoria, explicou ela.

“Este aumento na jornada, ao em vez de gerar emprego, ia gerar desemprego, porque se eu posso pegar um trabalhador para trabalhar mais tempo, eu preciso de menos gente e isto não diminui as taxas de desemprego como diz o governo, pelo contrário, aumenta”, explicou.

“E com muita luta contra esse MP que conseguimos fazer um acordo para impedir que os bancos implementassem a medida. A gente teve uma grande vitória neste momento, mas ela é parcial, porque a grande vitória mesmo será derrubar a MP que prejudica todo mundo, e não só os bancários”, finalizou a presidenta da Contraf.

 

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