Sociólogo Jessé Souza debate o Brasil de agora e aponta para o futuro em palestra na sede da Fetrafi-RS, em 12/12

A palavra é esta mesma que o sociólogo Jessé Souza escreve com frequência em seus livros e diz com todos os contornos históricos que ela tem em suas palestras ou entrevistas: elite. Mas o significado que ele dá a ela não é o de um objetivo, de uma qualidade. A tal de elite do Jessé é responsável pelo país que está sempre para decolar e não consegue superar a pecha de ser o “país do futuro”. Na leitura crítica que faz da complexidade do Brasil, Jessé Souza detecta um preconceito naturalizado que nos chega sob a noção de que a elite brasileira costuma contar uma narrativa enganosa. Assim, se acreditamos que um dia que seremos muito ricos, se trabalhamos para encher os bolsos de dinheiro, o sociólogo brasileiro, vinculado à Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), diz que estamos acreditando numa história que nos contam para acharmos normal a exploração do nosso trabalho.

Os bancários terão uma oportunidade de presenciar o envolvente discurso científico desse sociólogo que utiliza a teoria da prática para explicar e entender o Brasil. A partir das 18h30, da quarta-feira, 12/12, no auditório da Fetrafi-RS, Jessé Souza fará a palestra “Brasil: Raízes Sócio-históricas e Econômicas, Conjuntura Atual e Perspectivas Futuras”. Para participar, os bancários precisam se inscrever no link abaixo. A inscrição é gratuita, mas as vagas são limitadas.

Faça aqui a sua inscrição. As vagas são limitadas. 

Jessé costuma dizer que é preciso voltar 100 anos na história do Brasil para entender o ponto exato em que chegamos. Feito esse recuo, a análise de Jessé corta rente os velhos preconceitos elitistas da academia. Jessé costuma ser criticado por historiadores por dizer que a escravidão nos chega até hoje sob a forma de salários menores para mulheres e homens negros que desempenham as mesmas funções de brancos. Também sofre críticas de cientistas sociais por seu texto limpo, claro e simples. A todos tem respondido com análises certeiras e cravado apelidos em instituições de fácil assimilação, como chamar a grande mídia tradicional de “boca do sistema financeiro”. Sua resposta também é o sucesso que seus livros fazem. É um best-seller!

Costuma utilizar linguagem acessível em seus livros para explicar conceitos complexos, como o de reprodução da desigualdade. Por certo, recebe críticas ferozes de sociólogos por acusar a sociologia brasileira de reproduzir um preconceito de classe a respeito do que chegou mais tarde, nos anos 1990, como cultura de racismo cordial. Suas teses costumam ser atacadas por faltarem dados empíricos. Ele costuma retrucar que há um estranhamento a respeito de sua origem humilde, da cor negra de sua pele e sua opção de ter estudado com mais interesse os conceitos do sociólogo alemão Max Weber, considerado um moderado, ou, por vezes até, “sociólogo da burguesia”.

Jessé tem doutorado em sociologia na Alemanha. É formado em direito. No seu mais recente livro, “A Classe Média no Espelho: Sua história, seus sonhos e ilusões, sua realidade”, aprofunda a divisão que propõe da classe média brasileira. Para ele, a classe média brasileira se subdivide em três grupos: os protofascistas, representado pelo Procurador-geral, Deltan Dall’Aagnol, a classe média de Oslo, cujo representante é o ministro do STF, Luís Roberto Barroso, e a classe média crítica, que tem como autóctone o candidato petista derrotado nas eleições presidenciais, Fernando Haddad.

Quer saber mais sobre essa classificação? Seus dois últimos livros que tratam desse tema estarão à venda no dia da palestra: “A Elite do Atraso: Da Escravidão à Lava-Jato” e o mais recente, “A Classe Média no espelho: Sua história, seus sonhos e ilusões, sua realidade”. Vá à palestra, mas antes se inscreva. E entenda um pouco mais o Brasil. Onde chegamos e para onde vamos! Jessé não sabe, mas está sem pre pronto a pensar e aprender, como costuma dizer, com humildade.

Fonte: Imprensa SindBancários

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