Sob chuva forte, sindicalistas e empregados realizam ato em defesa da Caixa pública e contra mudança de estatuto do banco

A chuva caiu muito forte sobre Porto Alegre na manhã desta quinta-feira, 07/12, mas isso não impediu que diretores do SindBancários e trabalhadores do banco realizassem seu ato em frente ao Edifício Querência, agência central da Caixa Econômica Federal no RS. O mesmo foi feito em muitas cidades pelo Brasil afora, pois o motivo e o dia de hoje não permitem vacilações: nesta quinta-feira será realizada reunião do Conselho de Administração do banco. E o Conselho pode votar pela mudança no estatuto, transformando a instituição pública de grandes serviços prestados ao país em apenas uma sociedade anônima.

Ataque aos programas sociais

Abrigada sob o gazebo que o Sindicato armou em frente a entrada principal da Caixa, na Praça da Alfândega, a sindicalista Carol Heidner explicava aos clientes que entravam no banco: “Estas mudanças que a direção da Caixa quer fazer, vão prejudicar os programas de habitação, saneamento e infraestrutura”, dizia. Já o diretor Guaracy Padilla Gonçalves, que é empregado da Caixa, complementava, frente a fila de aposentados que esperavam ser atendidos: “Todo este trabalho social e de políticas públicas que existe hoje, se fragilizarem a Caixa, não vai ser o Bradesco nem o Itaú que vão realizar…”, comparava.

 

Desrespeito do governo

Temos que nos mobilizar e impedir que a Caixa deixe de ser um banco 100% público”, argumentava Gilmar Aguirre, diretor da Contraf-CUT e representante gaúcho na CEE/Caixa. “Este governo golpista não tem compromisso nem respeita o banco. Quando defendemos a Caixa, estamos defendendo também a soberania do povo brasileiro”, disse.

A bancária e diretora do Sindicato Virgínia Faria, relatava aos clientes que a Caixa gera renda, emprego e desenvolvimento social, e numa mudança de rumos, voltada ao mercado, os programas sociais serão os primeiros a serem atingidos.

Clientes estão atentos

Clientes e funcionários, ao serem informados dos objetivos da manifestação e do risco de transformação do estatuto e da ameaça de abertura de capital da empresa, concordavam que a situação do país está muito ruim sob o governo ilegítimo de Michel Temer. “Esse governo não se importa com o povo. Quer entregar tudo para o mercado, para os tubarões”, ainda reagiu um senhor aposentado, ao deixar o banco com um folheto do Sindicato na mão. “A gente não pode se entregar”, disse, enquanto abria o guarda-chuva e saia pela praça em direção à Rua dos Andradas, no final da manifestação.

 

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