Sistema Diretivo aprova novas ações em defesa das estatais. Banco do Brasil também será alvo de protestos na próxima semana

O ano está chegando ao fim, mas as lutas dos trabalhadores são inúmeras. O último Sistema Diretivo da Fetrafi-RS em 2016 foi realizado na manhã desta sexta-feira, em porto Alegre e deliberou uma série de ações sindicais visando a ampliação da luta em defesa das estatais, com ênfase para a manutenção dos bancos públicos. Também foi a aprovada a realização de mais um protesto de peso no Banco do Brasil na terça-feira (13), com o incentivo do uso de roupas de cor preta nesta data, manifestando o descontentamento dos bancários com o processo de reestruturação do Banco do Brasil.

Contra o Pacotaço Sartori

O movimento sindical bancário irá intensificar a participação em iniciativas contra o famigerado Pacotaço Sartori, cuja aprovação extingue a maioria das fundações gaúchas, além de viabilizar a privatização das empresas Sulgás, CEEE e a CRM (Companhia Riograndense de Mineração).

A Frente em Defesa das Estatais disponibilizou uma cartilha específica sobre o pacotaço e seus efeitos, entre eles a entrega do patrimônio público. Na avaliação de sindicalistas, o Banrisul é a chamada “joia da coroa” e poderá ser liquidada após a venda das demais empresas públicas.

Entre os movimentos que serão feitos na próxima semana está a articulação de moções junto às Câmaras de Vereadores, com o objetivo de garantir apoio popular contra o pacote de medidas sartorianas. A grande preocupação do movimento sindical no momento é garantir a unificação de esforços, juntamente com as categorias de servidores, a fim de barrar o projeto.

Banco do Brasil

No foco das atenções do movimento sindical bancário está o turbilhão de questões mal resolvidas que veio à tona com a reestruturação do Banco do Brasil. O enxugamento da área de pessoal do banco público está ocorrendo de forma unilateral, através da extinção de mais de 9 mil postos de trabalho e o fechamento de 402 agências pelo País.

O processo anunciado pelo banco em novembro e posto em prática no início de dezembro, tem sido alvo de intensas críticas pela falta de respeito a funcionários e clientes. Enquanto os primeiros vivem situações de completa incerteza sobre o futuro de seus cargos e realocações, o fechamento de agências atinge em cheio a qualidade dos serviços prestados aos clientes, que serão obrigados a migrar para outra unidade e enfrentar a precarização do atendimento.

A resposta do movimento sindical aos ataques no BB ocorre por meio de mobilizações, paralisações e da negociação específica, sendo que esta última opção ainda não obteve respostas do Banco para a maioria das questões envolvidas na reestruturação.

Caixa também está na mira

O fim de ano também não é tranquilo para os empregados da Caixa. Além de cumprir a meta de contratações estabelecida nas negociações da Campanha Salarial 2015, o banco também prepara o enxugamento da máquina de pessoal. De acordo com informações da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, o Banco suspendeu todos os processos de seleção interna e prepara um possível PDV para 2017, com previsão de despachar 11 mil trabalhadores.

Ações concretas

:: Maior engajamento dos sindicatos nas iniciativas da Frente em Defesa das Estatais;

:: Intensificação do combate ao Pacotaço Sartori através da integração dos bancários às manifestações dos servidores;

:: Protesto no Banco do Brasil na terça-feira (13), quando os funcionários deverão usar roupas de cor preta para trabalhar.

:: Reunião de dirigentes e delegados sindicais do Banco do Brasil, no dia 15 de dezembro, quinta-feira, às 10h, na Fetrafi-RS.

:: Manifestação pública no Parque da Redenção, no dia 18 de dezembro domingo, em horário a confirmar. A atividade poderá ser reproduzida pelos sindicatos do interior, com informes prévios da programação à Fetrafi-RS.

Fonte: Comunicação/Fetrafi-RS

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