Sipon para gerentes da Caixa ajuda a combater abusos

Na sexta- feira, 1º de agosto, o registro do ponto eletrônico passou a ser obrigatório também para os empregados lotados em unidades da Caixa ocupantes de função gerencial. A medida, anunciada pela empresa na semana passada, atende a uma antiga reivindicação do movimento dos trabalhadores do banco. A exceção são os gerentes gerais e, no caso das Superintendências Regionais, os gerentes regionais e os superintendentes regionais. Ainda há o que conquistar

 Não é de hoje que as entidades do movimento associativo e sindical lutam por melhores condições de trabalho e, principalmente, pelo cumprimento da jornada de seis horas diárias, conquistada em 1985, após uma greve histórica que mobilizou todo o país. Ao longo dos anos, o registro incorreto do ponto tem gerado a extrapolação da jornada, o trabalho gratuito e outros tipos de fraudes que prejudicam os empregados.

 Foi no início dos anos 90 que a mobilização das entidades se intensificou para coibir os abusos. Foram necessárias paralisações, dias nacionais de luta e até acionar órgãos de fiscalização. A pressão dos trabalhadores e das representações forçou a empresa a implantar, em 2000, uma primeira versão do Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon). Mas a medida não foi suficiente para evitar que a jornada continuasse sendo burlada e os empregados lesados pelo não pagamento das horas extras.

 De 2006 a 2007, por força da crescente cobrança da categoria, a Caixa efetivou a vinculação da marcação do ponto aos sistemas utilizados no banco. Mesmo assim, os problemas continuaram, e as entidades sindicais intensificaram a mobilização, seja nas mesas de negociação permanente ou em campanhas salariais, pelo aperfeiçoamento do Sipon.

 Entre outros pontos, o movimento dos empregados pressiona o banco a adotar o login único para acesso aos aplicativos corporativos. Com esse instrumento, que segue nas pautas de reivindicações, o empregado só pode logar em uma máquina por vez e fica proibido de acessar os sistemas do banco após registrar a saída no Sipon, diminuindo as chances de abusos.

Fonte: Fenae com edição da Fetrafi-RS

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