Sindicatos de todo o país aprovaram acordo com os bancos

Bancários de todo o país aprovaram a proposta conquistada pelo Comando Nacional depois de dez rodadas de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Mesmo diante de uma conjuntura de retirada de direitos e acordos rebaixados, a categoria bancária conquistou 5% de reajuste e a manutenção de todas as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Também foram aprovados os acordos específicos com a Caixa Econômica Federal e com o Banco do Brasil e outros bancos públicos, como o Banco do Nordeste (BNB). Somente em Florianópolis e Erechim (RS) foram recusados os acordos com o Banco do Brasil (veja lista abaixo, com links para matérias sobre as aprovações publicadas nos sites dos sindicatos).

A nova CCT seria assinada na sexta-feira , 31/8, e no dia 20 de setembro será paga a primeira parcela da PLR e do adicional.

O acordo estabelece reajuste de 5%, com aumento real estimado em 1,18% (diante de um INPC projetado em 3,78% para setembro) e incide sobre vales refeição (vai para R$ 35,18/dia) e alimentação (R$ 609,87/mês), auxílio-creche (R$ 468,42), a regra básica da PLR (valor fixo de R$ 2.355,76 mais 90% do salário) e também na parcela adicional de PLR de R$ 4.711.52.

Com o acordo serão mantidos, por dois anos, todos os direitos econômicos e sociais previstos na atual convenção. Para 2019, já está prevista a reposição total da inflação com aumento real de 1% para salários e todas as demais verbas, além da parte fixa da PLR e do adicional.

O acordo inclui os bancários que têm curso superior e recebem acima de dois tetos do INSS (R$ 11.291,60), os chamados hipersuficientes, que poderiam ter que negociar diretamente com os bancos, conforme estabelecido pela nova lei trabalhista do pós-golpe, e ficariam fora do acordo.

CONQUISTAS

Direito a parcelar em até três vezes o adiantamento de férias que atualmente é descontado integralmente no mês posterior ao descanso;

Garantia da realização do terceiro Censo da Diversidade, levantamentos já realizados nos anos de 2009 e 2014, fundamentais para traçar o perfil da categoria e ajudar na promoção da igualdade de oportunidades;

Bancário demitido não precisará mais requerer o pagamento da PLR proporcional se tiver conta corrente ativa no banco; os demais terão prazo para solicitar o pagamento;

A proposta também prevê a manutenção dos direitos da CCT para todos, inclusive os hipersuficientes. Esses trabalhadores, a partir de 91 mil na categoria que têm curso superior e ganham mais de R$ 11.291,60 (dois tetos do INSS), estariam expostos a negociar diretamente com os patrões e poderiam perder até a PLR, de acordo com a lei trabalhista de pós-golpe.

GARANTIAS

A estratégia de antecipação da campanha com todos juntos, bancos públicos e privados na mesa de negociação, fez os bancos recuarem na retirada de direitos e todas as cláusulas da CCT estão mantidas. Assim, estão garantidos todos os direitos inclusive:

PLR integral para bancárias em licença-maternidade, ou adotantes, e para os afastados por doença ou acidente;

Cláusula de gratificação de função, que prevê 55% de comissionamento, a Fenaban queria reduzir para 33%, como está na CLT. Após pressão, manteve-se o mínimo de 55% sem impacto no comissionamento atual. Somente em caso de ações trabalhistas futuras e caso se descaracterize o comissionamento e caracterize como hora extra, será descontado o que já foi pago. Isso já tem sido praticado pela Justiça Trabalhista em algumas ações e bancos, como na Caixa, que tem orientação jurisprudencial nesse sentido. A mudança não impacta nas ações anteriores à assinatura do acordo, com período de três meses de transição;

Proibição da divulgação de ranking individual, prevista na cláusula 37ª da CCT, como forma de reduzir a pressão por metas;

Salário substituto (cláusula 5ª) e a cláusula do vale-transporte, com 4% de desconto sobre o salário base;

Os bancários e as bancárias terão até 30 dias para apresentar o recibo para reembolso do auxílio-creche; os bancos queriam que esse prazo fosse menor, de 10 dias;

Volta a cláusula que previa adicional de insalubridade e periculosidade (cláusula 10ª);

Vale-cultura (cláusula 69ª) conforme queriam os trabalhadores, para que o direito esteja garantido caso o governo retome o programa.

Veja quais são os sindicatos que aprovaram a proposta até o momento

FETEC-SC

SEEB BALNEÁRIO RINCÃO

SEEB BLUMENAU

SEEB COCAL DO SUL

SEEB CONCÓRDIA

SEEB CRICIÚMA

SEEB FLORIANÓPOLIS

SEEB FORQUILHINHA

SEEB IÇARA

SEEB MORRO DA FUMAÇA

SEEB NOVA VENEZA

SEEB SIDERÓPOLIS

SEEB TREVISO

SEEB URUSSANGA

SEEB VIDEIRA

FETRAFI-RS

SEEB ALEGRETE

SEEB BAGÉ

SEEB CAMAQUÃ

SEEB CARAZINHO

SEEB CAXIAS DO SUL

SEEB CRUZ ALTA

SEEB ERECHIM

SEEB FREDERICO WESTPHALEN

SEEB GUAPORÉ

SEEB HORIZONTINA

SEEB IJUÍ

SEEB LITORAL NORTE

SEEB NOVO HAMBURGO

SEEB PASSO FUNDO

SEEB PELOTAS

SEEB PORTO ALEGRE

SEEB RIO GRANDE

SEEB ROSÁRIO DO SUL

SEEB SANTA CRUZ DO SUL

SEEB SANTA MARIA

SEEB SANTA ROSA

SEEB SANTANA DO LIVRAMENTO

SEEB SÃO BORJA

SEEB SÃO GABRIEL

SEEB SÃO LEOPOLDO

SEEB SÃO LUIZ GONZAGA

SEEB VACARIA

SEEB VALE DO CAI

SEEB VALE DO PARANHANA

SEEB BENTO GONÇALVES

SEEB CACHOEIRA DO SUL

SEEB CAXIAS DO SUL

SEEB LAJEADO

SEEB NOVA PRATA

SEEB RIO PARDO

SEEB SOLEDADE

SEEB URUGUAIANA

SEEB SANTIAGO (RS)

FETRAFI/CUT-NORDESTE

SEEB ALAGOAS

SEEB CAMPINA GRANDE

SEEB CEARÁ

SEEB PARAÍBA

SEEB PERNAMBUCO

SEEB PIAUI

FETRAFI MG

SEEB BELO HORIZONTE

SEEB CATAGUASES

SEEB DIVINÓPOLIS

SEEB IPATINGA

SEEB PATOS DE MINAS

SEEB UBERABA

SINTRAF JUIZ DE FORA/ZONA DA MATA

STRF TEOFILO OTONI

FETEC CENTRO-NORTE

SEEB ACRE

SEEB AMAPÁ

SEEB BARRA DOS GARÇAS (SINBAMA)

SEEB BRASÍLIA

SEEB CAMPO GRANDE

SEEB DOURADOS

SEEB MATO GROSSO

SEEB PARÁ

SEEB RONDÔNIA

SEEB RONDONÓPOLIS

FETRAF-RJ/ES

SEEB ANGRA DOS REIS

SEEB BAIXADA FLUMINENSE

SEEB CAMPOS DE GOYTACAZES

SEEB ESPIRITO SANTO/VITÓRIA

SEEB ITAPERUNA

SEEB MACAÉ

SEEB RIO DE JANEIRO

SEEB SUL FLUMINENSE/ BARRA MANSA-RJ

SEEB TERESÓPOLIS

SEEB TRÊS RIOS

FETEC/CUT-PR

SEEB ARAPOTI

SEEB CAMPO MOURÃO

SEEB CURITIBA

SEEB CORNÉLIO PROCÓPIO

SEEB LONDRINA

SEEB TOLEDO

SEEB UMUARAMA

FETEC-SP

SEEB ABC

SEEB ARARAQUARA

SEEB ASSIS

SEEB BARRETOS

SEEB BRAGANÇA PAULISTA

SEEB CATANDUVA

SEEB GUARULHOS

SEEB JUNDIAÍ

SEEB LIMEIRA

SEEB MOGI DAS CRUZES

SEEB PRESIDENTE PRUDENTE

SEEB SÃO PAULO

SEEB TAUBATÉ

SEEB VALE DO RIBEIRA

FEEB BA/SE

SEEB BAHIA

SEEB FEIRA DE SANTANA

SEEB IRECÊ

SEEB ITABUNA

SEEB JACOBINA

SEEB JEQUIÉ

SEEB JUAZEIRO E REGIÃO

SEEB SERGIPE

SEEB VITÓRIA DA CONQUISTA

SEEB EXTREMO SUL

FEEB SP/MS

SEEB CAMPINAS

SEEB FRANCA

SEEB GUARATINGUETÁ

SEEB LINS

SEEB MARÍLIA

SEEB PIRACICABA

RIBEIRÃO PRETO

SEEB RIO CLARO

SEEB SANTOS

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

SEEB SOROCABA

A proposta foi rejeitada nos seguintes sindicatos:

SEEB FLORIANÓPOLIS – REJEITOU BB

SEEB ERECHIM – REJEITOU BB

Fonte: Contraf-CUT

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER