Sindicato notifica Banco Renner por redução ilegal de salários

Banco estaria descumprindo a Constituição Federal ao impor acordo individual a trabalhadores com base na MP 936 editada por Bolsonaro em plena crise do novo coronavírus. Colega, não assina contrato de redução de salários

O Banco Renner está fazendo o que o governo Bolsonaro faz: se aproveita da crise do coronavírus para atacar direitos dos(as) trabalhadores(as) bancários(as). A prova disso é que o Banco está promovendo alterações nos contratos de trabalho dos bancários para reduzir os salários em 25% usando a MP 936.

O Sindicato fez uma notificação extrajudicial ao banco na quinta-feira, 9/4, e orienta os(as) bancários(as) do Renner a não assinarem nenhum contrato individual oferecido pelo banco.

Segundo a assessoria jurídica do SindBancários, a MP 936 fere o artigo 7º da Constituição Federal. Basicamente, a legislação que o Banco Renner utiliza acaba com a negociação coletiva e está excluindo o Sindicato da mediação. “O Banco Renner está promovendo uma alteração ilegal no contrato de trabalho. Isso não pode ser feito em hipótese nenhuma. Nem sob a proteção de um MP que fere a Constituição Federal. Já notificamos o banco sobre essa ilegalidade”, explicou assessor jurídico do SindBancários e advogado da AVM Advogados, Ricardo Pretto.

A nota refere ainda que o SindBancários está à disposição para negociar coletivamente qualquer alteração na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). “Estamos buscando sensibilizar os bancos para o problema mundial que estamos enfrentando. Os bancos estão com medo da crise que vem depois? Pois então que façam a sua parte: não demitam e mantenham os salários de seus empregados para ajudar na recuperação mais rápida da economia”, ponderou o presidente do SindBancários Everton Gimenis.

Fonte: Imprensa SindBancários

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