Sindicato e Fetrafi têm encontro com relator da PEC 280

Sindicalistas debateram, nesta manhã, com o deputado Elisandro Sabino (PTB), sobre mudança constitucional que pode privatizar o Banrisul, Procergs e Corsan

A Proposta de Emenda Constitucional 280/2019 (PEC), que pretende dispensar a realização de plebiscito para que seja possível vender o Banrisul, a Corsan e a Procergs, está sob forte debate na Assembleia Legislativa. Para saber a opinião e esclarecer a posição do relator da proposta que fragiliza os empregos e o papel social destas empresas, diretores do SindBancários e Fetrafi-RS estiveram reunidos na manhã desta quarta, 13/11, com o deputado Elisandro Sabino (PTB). Ele preferiu uma posição dúbia: “A questão tem dois aspectos. No aspecto legal, eu defendo que a PEC não é ilegal”. Sobre o aspecto político, ele frustrou as expectativas, dizendo que  vai se manifestar de acordo com a orientação do governo. Portanto, no relatório que deverá apresentar hoje, vai se mostrar favorável à PEC. Já o presidente do SindBancários foi ao ponto: “Mesmo dentro das bancadas governistas, não há unanimidade sobre a validade desta PEC, e inclusive há deputados que apontam vício de origem na Proposta. Precisamos seguir nesta luta”, disse Everton Gimenis.

O líder bancário entende que agora é o momento de forçar a mobilização da categoria para pressionar os deputados na próxima reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia (CCJ). A diretora da Fetrafi-RS Denise Falkenberg Correa, que também participou do encontro com o relator da PEC, juntamente com os sindicalistas Ana Maria Betin, Sergio Hoff e Fabio Soares Alves, reforçou a necessidade de juntar forças na luta por esta causa: “Esta PEC é antidemocrática. E para se ter uma ideia, basta dizer que 104 pequenos municípios gaúchos só contam com o Banrisul, pois os bancos privados não têm interesse em trabalhar nestes lugares, onde a lucratividade é menor”, informou.

Moções em 109 municípios

Ana Maria, por sua vez, disse que a agenda com o relator da proposta da PEC foi importante: “Nos motiva mais a lutar para manter o Banrisul, a Corsan e a Procergs como empresas públicas. Continuamos fazendo o debate nas câmeras de vereadores de todo o estado, onde já obtivemos 109 moções contra a PEC”, revelou. Fábio Soares complementou: “Quanto menores as cidades, mais necessitam do banco e destes serviços em caráter público”.

Frente a este quadro, Everton Gimenis destacou que o engajamento e a participação dos bancários e dos funcionários das outras estatais ameaçadas pode fazer toda a diferença: “Na próxima reunião da CCJ na Assembleia Legislativa, a presença de todos vai ser fundamental”, concluiu.

 

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