Sindicato dialoga com bancários sobre terceirização no Santander

Banco espanhol impõe perda de direitos aos trabalhadores do banco em nome de suposta “modernização”

Esta sexta-feira (7) foi de mobilização nacional contra mais uma leva de terceirizações promovida pelo banco Santander em todo país. Em Porto Alegre, o SindBancários está percorrendo agências da base para dialogar com os trabalhadores e trabalhadoras do banco sobre a iniciativa de precarizar as relações de trabalho com menos direitos e conquistas da categoria bancária em nome de uma suposta “modernização e foco no cliente”.

Na segunda-feira (3), os cerca de 1,7 mil funcionários da área de manufatura passaram a ser transferidos para outra empresa do grupo Santander, chamada “SX Tools”. Desde o fim do ano passado, o banco vem transferindo trabalhadores para outras empresas, como STI, SX Negócios, Santander Corretora, F1RST, Prospera e, agora, SX Tools. Cada uma vinculada a um sindicato diferente. O objetivo real do banco é óbvio: reduzir seus custos, aumentar seus lucros e enfraquecer a organização sindical dos trabalhadores.

Para o secretário-executivo do SindBancários, Luiz Cassemiro, a falta de transparência do banco e a ausência de qualquer negociação com o movimento sindical mostra o quanto o Santander está alinhado com a política do governo federal que, desde 2016, impõe prejuízos aos trabalhadores, como as alterações nas leis trabalhistas.

Cassemiro convida os colegas a fazerem uma reflexão do quanto a classe trabalhadora vem sofrendo consequências de uma política que defende unicamente os interesses do patrão/banqueiros. “Nós, trabalhadores, devemos votar em um governo democrático e que esteja alinhado aos interesses da classe trabalhadora”.

Quanto à terceirização, o dirigente alerta que estes trabalhadores continuarão fazendo as mesmas tarefas de antes, mas com menos direitos e benefícios. “Sob um lema de olhar para o futuro, de modernidade, o Santander está praticando o que há de mais antigo no capitalismo: a exploração de trabalhadores. O movimento sindical bancário não medirá esforços para garantir os direitos e a representação sindical dos trabalhadores do Santander”, pontua Cassemiro.

Desde 2016, com a aprovação da Reforma Trabalhista, o banco intensificou a transferência de trabalhadores para outras empresas do grupo, mas sem, necessariamente, garantir as conquistas da categoria bancária. Os funcionários terceirizados trabalham mais, ganham menos e têm menos direitos e benefícios. Para o Santander, eles não são trabalhadores bancários e, por isso, não deveriam ter a proteção do sindicato ou a mesma convenção coletiva. Para o movimento sindical, no entanto, quem realiza serviços bancários, bancário é.

Menos direitos

Com a mudança de empresa, os empregados perderão os direitos e conquistas históricas da categoria bancária, uma das mais fortes e organizadas do país, como a PLR e a jornada de seis horas.

PLR sem regras claras

Cada empresa terceirizada do Santander distribuirá aos seus empregados PLR com regras ainda desconhecidas e sem nenhuma negociação prévia com o movimento sindical bancário. A intenção do banco é pagar aos empregados o valor que quiser e, com o discurso de meritocracia, privilegiar alguns em detrimento do conjunto dos trabalhadores.

Auxílio-creche/babá

Um exemplo é o valor do auxílio-creche/babá da SX Tools que será de R$ 411,00 por filho, por até 12 meses, enquanto a Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários garante R$ 602,81 por filho, até completar 71 meses.

Assembleia nacional

Será realizada uma assembleia virtual, em âmbito nacional, na próxima terça-feira, 11 de outubro. O SindBancários convida todos trabalhadores e trabalhadoras do banco a participar da assembleia e se posicionar quanto às mudanças unilaterais realizadas pelo Santander.

Imprensa SindBancários

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