Sindicalistas protestam em frente ao Piratini contra atraso do governo no reajuste do mínimo regional

Reunidos na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, centenas de trabalhadores – organizados pelas centrais sindicais CUT, CTB, UGT e NSCT – realizaram ato em defesa do reajuste de 11,68% para o Salário Mínimo Regional. A manifestação também foi em protesto contra o governador José Ivo Sartori, que atrasou o envio do projeto de lei com o valor para apreciação dos deputados. Recebidos no Palácio Piratini pelo chefe da Casa Civil, Marcio Biolchi, os líderes sindicais obtiveram apenas a confirmação de que o projeto do governo irá para a Assembleia Legislativa até a sexta-feira da próxima semana, 12/02.

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Atraso de Sartori

Antônio Guntzer, secretário de Relações de Trabalho da Central Única dos Trabalhadores, lembrou que as entidades sindicais entregaram o documento de reivindicação em 13 de outubro, mas o governo não agilizou o debate e o envio para a Assembleia. “Não vamos aceitar menos do que o índice definido para o mínimo nacional, de 11,68%”, afirmou ele. “Vamos lutar para manter esta equivalência, e apesar do período carnavalesco vamos continuar em alerta”.

Luta continua no dia 12

Os trabalhadores reunidos na praça lembraram que este dia 03 é também o da posse da nova presidente da AL, deputada Silvana Covatti. “Vamos conversar com ela e com demais parlamentares, a luta recém está começando e no dia 12 vamos ter muito mais gente aqui na Praça e na Assembleia”, garantiu Guntzer.

Governo esconde índice

Na reunião com o secretário chefe da Casa Civil, os sindicalistas não conseguiram obter nenhum número da contraproposta do governo estadual. Uma das preocupações é com a morosidade do governo Sartori. “Até enviar o projeto para a Assembleia, tramitar nas comissões, ser discutido em plenário, dificilmente vamos ter uma definição antes de final de março ou início de abril”, projetou o diretor da CUT-RS, João Batista Xavier da Silva. “Por isso, vamos querer o pagamento retroativo a fevereiro”, finalizou.

Conforme a bancária do Banrisul e sindicalista Letícia Raddatz, secretária da Juventude da Central Única dos Trabalhadores, o salário mínimo regional – que alguns empresários chegaram a propor a extinção – beneficia diretamente mais de 1,2 milhão de trabalhadores e trabalhadoras no estado. “Este salário é especialmente importante para categorias que não têm organização sindical ou com menor força de organização”, destacou. “Não vamos aceitar nenhum retrocesso”, concluiu.

 

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