SindBancários verifica denúncia contra agência do Itaú

Agência Azenha foi alvo de denúncia de cliente no Sindicato e no Banco Central por ausência de uso de máscaras na pandemia de coronavírus, contrariando determinações de Decreto Estadual e de autoridades sanitários com base na ciência

Era para todos os colegas estarem usando máscaras. Mas, na agência Azenha do Itaú, em Porto Alegre, a realidade do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) não era a que as autoridades sanitárias e um Decreto Estadual de 10 de maio recomendam. Dirigente do SindBancários esteve na agência do Itaú na segunda-feira, 1º/6, para saber se o banco estava falhando na distribuição de material de proteção para os colegas.

O uso dos equipamentos obrigatórios, como máscaras, não fazia parte da rotina de todos os colegas bancários na quarta-feira, 27/5. A denúncia que uma cliente fez à seção fale conosco do site oficial do SindBancários descreve um cenário perigoso diante da pandemia de coronavírus na Agência Azenha do Itaú, localizada no número 712, da avenida Azenha, em Porto Alegre. A denúncia entrou no sistema do SindBancários na quarta-feira, 27/5.

E não ficou somente na indignação de quem está bem informada a respeito da importância de usar os EPIs quanto das recomendações da ciência sobre a realidade de uma pandemia perigosa e que leva o Brasil aos poucos ao epicentro mundial da Covid-19. A cliente também fez denúncia no Banco Central.

“Na condição de cliente fui ao banco hoje [quarta-feira, 27/5] e vi que todos os funcionários estão trabalhando SEM máscaras… somente segurança, limpeza e recepcionista usando máscaras. Caixas, gerentes e atendentes sem máscaras. Os funcionários conversando próximos um dos outros sem qualquer distanciamento e sem proteção”, detalhou a cliente denunciante.

O diretor do SindBancários, Edson da Rocha, foi averiguar o que estava acontecendo na agência Azenha, na segunda-feira, 1º/6. Constatou que os colegas da gerência estavam de máscaras, assim como vigilantes e pessoal da limpeza. Também estavam instalados aqueles divisores plásticos nos caixas e que havia ao menos um bancário sem máscara.

“Vamos entrar em contato com a superintendência do Itaú para solicitar uma maior atenção à distribuição das máscaras. Observamos que tem álcool em gel e fizemos um apelo aos colegas. É preciso, durante esta pandemia, usar a máscara. Sabemos que causa algum desconforto, mas é uma questão de proteção da vida dos próprios colegas e de seus familiares”, explicou o dirigente.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, ressaltou a importância de cada um cuidar de si e cuidar também do colega. “Pode parecer absurdo isso, mas esta é a hora de a gente ter medo. O isolamento deu um bom resultado em Porto Alegre. Mas o pior no Brasil e em nosso Estado não passou. Estamos chegando aos meses de frio e esta é a hora de a gente manter o uso dos EPIs”, avaliou Gimenis.

É importante também os colegas ficarem ligados nas negociações que o Comando Nacional dos Bancários tem feito com os bancos. Em relação ao Itaú, houve, inclusive, uma assembleia nacional virtual que aprovou Acordo Coletivo, válido para o tempo que durar as restrições de circulação pela pandemia.

Nesse acordo, o Itaú assume o compromisso de não demitir enquanto durarem decretos de restrição de circulação, a manter os revezamentos e equipes em home-office, assim como proteger os colegas do grupo de risco (acima de 60 anos, portadores de doenças crônica como asma, diabetes, pressão alta entre outras). O COE Itaú tem feito cobranças periódicas ao banco.

Lembramos também que, desde 10 de maio, há um Decreto Lei Estadual que torna o obrigatório o uso de máscaras em ambientes fechados e nas ruas.

Fonte: Imprensa SindBancários

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