SindBancários vai tomar medidas cabíveis para questionar descontos do Banrisul em dias nacionais de paralisação

Colegas do Banrisul têm entrado em contato com o SindBancários para informar sobre descontos que o Banco realizou em seus contracheques. Os descontos efetuados não deixam claro que são referentes aos Dias Nacionais de Paralisação contra a terceirização de 15 de abril e 29 de maio. O SindBancários avisa aos colegas Banrisulenses que está tomando providências junto à sua assessoria jurídica.

Os Banrisulenses foram descontados conforme folhas de pagamento que foram disponibilizadas na intranet nesta sexta-feira, 24/7. O Sindicato avisa que, nesses casos, prevalece o diálogo e a negociação. No entanto, a atual diretoria do Banrisul tem tomado decisões que afetam a vida dos Banrisulenses sem negociar ou mesmo receber os dirigentes sindicais.

O Sindicato também reitera que todas as questões legais envolvendo esses dois dias de paralisação foram cumpridas. Realizamos duas assembleias antes dos dias de paralisação em que os bancários decidiram participar dos protestos nacionais contra a terceirização. As decisões foram unânimes ou por ampla maioria.

Reiteramos também que manifestação e paralisação são direitos e que os contratos de trabalho ficam suspensos nesses dias. Lembramos ainda que no dia 29 de maio a paralisação tivemos inclusive paralisação do transporte público.

Em virtude do Banco não ter uniformizado os procedimentos acerca da questão, estamos ingressando judicialmente para postular que o banco negocie os dias de paralisação, pois estes costumam ser compensados e não descontados arbitrariamente.

Luta contra terceirização continua

Lembrando que a Câmara dos Deputados, sob o mando de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) aprovou a terceirização, como Projeto de Lei 4330, em 8 de abril. Nessa primeira votação, foi feito acordo para mudança no texto que preservava a representação dos trabalhadores pelos sindicatos e retirava a terceirização das empresas públicas. Na segunda votação, em 22 de abril, o mesmo Eduardo Cunha deu um golpe e aprovou o PL 4330 como apresentado em 2004 pelo deputado federal Sandro Mabel, de Goiás. Houve um retrocesso.

O segundo dia nacional de paralisação, de 29/5, marcou a entrega do projeto de terceirização no Senado. Então, a terceirização mudou de nome. Agora, tramita no Senado Federal como PLC 30 (Projeto de Lei da Câmara número 30). Para valer como lei, precisa ser aprovada por maioria no Senado. Se aprovada, vai para apreciação da presidenta Dilma. Os trabalhadores defendem o veto. No caso de veto da presidência, será formada uma sessão plenária conjunta com a presença de deputados federais e senadores para avaliar o veto. Isso significa que a nossa luta contra a terceirização vai continuar.

Fonte: Imprensa SindBancários

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