SindBancários repudia violência gratuita da BM de Leite contra professores

Soldados da BM causaram fratura na cabeça da presidenta do Cpers e feriram mais oito professores que pretendiam entregar documento ao governo no Piratini

O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região vem a público manifestar sua indignação e protesto contra a injustificada agressão a dirigentes sindicais e professores na tarde da terça-feira, 26/11, por parte da Brigada Militar. Entre os oito feridos, foi atingida por um forte golpe na cabeça a presidenta do Cpers/Sindicato, Helenir Schürer (foto abaixo), que precisou ser atendida no Hospital de Pronto Socorro. Vários dos atingidos pela violência policial necessitaram de cuidados médicos por causa do gás de pimenta lançado pelos soldados da BM do governador Eduardo Leite contra os professores, que sofreram problemas respiratórios.

A presidenta do Cpers fazia parte do pequeno grupo de professores que esperava para ser atendido pelo chefe da Casa Civil de Leite, Otomar Vivian. Seria entregue ao representante do governo estadual um documento pedindo a retirada do projeto de reestruturação administrativa do Estado, com mudanças no plano de carreira e perdas salariais, que tinha sido enviado pelo governador à Assembleia no dia 13 de novembro.

O grupo de professores foi agredido quando o governo resolveu enviar Otomar Vivian para receber o documento reivindicatório na própria calçada do Palácio Piratini, quebrando um tradicional protocolo de receber dentro do Palácio as demandas de grupos organizados de trabalhadores, sindicalistas e servidores públicos. Quando procuraram entrar no Piratini, os professores foram violentamente agredidos pela PM de Leite.

Governador: lição errada

Uma péssima lição de cidadania oferecida pelo governador do estado aos responsáveis pelo ensino e a formação de milhões de gaúchos e gaúchas. “Esta é mais uma prova de que a aparente disponibilidade do governador para o diálogo é só um fingimento, pois ele está disposto a seguir na mesma política de arrocho dos servidores públicos – com salários atrasados e parcelados há 48 meses”, lembrou o presidente do SindBancários. “Vamos continuar apoiando os professores e o funcionalismo estadual pois as políticas de arrocho em todos os níveis de governo, alto empresariado e banqueiros, hoje atingem a maioria dos servidores públicos e trabalhadores privados, como os bancários”, reafirmou Everton Gimenis.

 

Foto: Jornal ExtraClasse

 

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