SindBancários quer regras para homeoffice nas financeiras

Objetivo é assinar um Acordo Coletivo que defina direitos nesta nova modalidade de trabalho

Alguns chamam de homeoffice, outros de teletrabalho, mas todos falam desta modalidade que já era uma realidade no mundo e que ainda engatinhava no Brasil até o início da pandemia. Com a necessidade de manter o distanciamento social e a impossibilidade de atender presencialmente, muitas empresas, incluindo bancos e financeiras, levaram seus funcionários a trabalharem de casa.

A princípio, esta modalidade era vista quase como um sonho, mas logo começaram a aparecer os problemas. Gastos com luz, água, internet, mobiliário e equipamento aumentaram; empregadores querem o trabalhador sempre conectado, mesmo fora do expediente…Tudo isso mostra a necessidade de se definir regras que protejam o trabalhador – e é isso que o Sindicato busca com a negociação de Acordos Coletivos específicos sobre o tema.

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“Das negociações da Campanha Nacional dos Bancários de 2020, tiramos o compromisso dos bancos em discutir e contratar aditivos para o teletrabalho. Agora, queremos estender essa proteção aos financiários. As pessoas aumentaram seus gastos, têm menos privacidade com a empresa dentro das suas casas e se sentem mais esgotadas emocionalmente. É fundamental manter as pessoas em homeoffice enquanto o país não atingir níveis seguros de imunização à Covid-19, mas também é importante proteger direitos e as condições de trabalho nas especificidades do teletrabalho”, explica a diretora de Financeiras e Terceirizadas do SindBancários, Caroline Heidner.

Estes acordos tem sido amplamente debatidos com os bancos, pois envolvem uma série de definições. Por exemplo: o empregador é responsável por questões que envolvem a saúde do trabalhador, como acontece no serviço presencial? É o empregador quem deve ceder mobiliário e equipamento aos funcionários? O funcionário terá que ir algumas vezes por mês trabalhar presencialmente? É preciso pagar uma ajuda de custo em razão do aumento dos gastos? Como será realizado o controle da jornada?

Acordos fechados norteiam o debate

Bradesco, Banco do Brasil, Itaú e Banrisul são os grandes bancos que já fecharam acordos com o SindBancários. Algumas premissas tem norteado estes acordos, como:

– Facultatividade: o empregado que decide se vai ou não entrar em regime de teletrabalho;
– Equipamentos: as instituições financeiras dão uma ajuda de custo para compra de equipamentos  necessários para desempenhar a função ou cedem os mesmos em comodato aos funcionários, sendo que a manutenção é responsabilidade o banco;
– Violência doméstica: as instituições abriram canais para receber denuncias de violência doméstica de suas funcionários, um problema que aumentou com o isolamento social;
– Ajuda de custo: os bancos pagam um valor anual para compensar gastos com energia elétrica, luz e água;
– Direito a desconexão: funcionários em homeoffice continuam tendo direito a horário de almoço, descanso e a uma jornada controlada, conforme definido em seu contrato.

Cabe lembrar que os funcionários, atualmente, não encontram-se em regime considerado de homeoffice, pois a decisão de trabalhar em casa se dá por uma necessidade imposta pela pandemia de Covid-19.

“Outro ponto que os bancos vem sendo bem sensíveis é na necessidade do funcionário ir até o local de trabalho, pelo menos uma vez por semana, para manter um vínculo mais próximo com o empregador. Neste sentido, podemos dizer que não deve ser adotado, pelo menos em um primeiro momento, um modelo puramente de homeoffice, mas um sistema híbrido”, complementa Caroline.

O SindBancários já iniciou conversas informais com a Companhia Hipotecária de Crédito (CHP) e com a PortoCred e deve levar este debate para as demais financeiras ainda este ano.

Fonte: Imprensa/SIndBancários

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