SindBancários publica A Pedido em jornal exaltando resistência da GREVE: a culpa é dos banqueiros

Diante dos inúmeros ataques à GREVE, como a utilização de brigadianos para abrir agências, vários interditos proibitórios e até ações liminares da OAB-RS e de representantes das donas de casa, o SindBancários publicou A PEDIDO, na página 8, da edição de sábado, 1º/10, do jornal Correio do Povo. Sob o título, “Não vamos desistir. A greve dos bancários continua”, o texto da publicação critica os altos lucros e altas taxas que os bancos cobram da população e a proposta da Fenaban sem aumento real. Também aponta os culpados por um das maiores GREVES dos últimos anos: os banqueiros.

Confira a íntegra abaixo e reprodução de parte da página em que o anúncio é publicado no jornal Correio do Povo.

A PEDIDO

Não vamos desistir. A greve dos bancários continua

A categoria bancária chegou nesta sexta-feira, 30/09, ao seu 25º dia de greve nacional. E a culpa desta situação é inteiramente dos banqueiros. Em quase quatro semanas de negociação dos trabalhadores das instituições financeiras com o patronato, reunidos na poderosa Fenaban, só ouvimos negativas, intransigência e propostas que chegam a ser indecentes. Os sindicatos e federações de bancários, representados pela Contraf, foram surpreendidos com a oferta patronal de 7% de reajuste salarial e abono de R$ 3.500,00.

A proposta é insuficiente, pois sequer contempla o índice inflacionário do último ano e não oferece um centavo de aumento real. A inflação foi superior a 9,5% nos últimos 12 meses.  Oferecer 7% de reajuste é uma tentativa de impor perdas concretas aos bancários, utilizando o discurso da crise nacional.

Mas banco – definitivamente – não conhece crise. Muito pelo contrário. Apenas nos primeiros seis meses deste ano, os cinco maiores bancos brasileiros (Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) apresentaram um lucro líquido de R$ 29,7 bilhões.

Não é apenas os bancários que estão pagando a conta. A ganância dos banqueiros também se reflete no bolso da população. Dados do Banco Central revelam que a taxa de juros do cheque especial bateu novo recorde de julho para agosto, e chegou a 321,1% ao ano. Além disso, os juros do cartão de crédito não param de subir. Em agosto, os juros atingiram estratosféricos 475,2% ao ano.

De que crise queixam-se os banqueiros?

As lágrimas de crocodilo deste setor privilegiado não convencem os bancários nem a maioria da sociedade brasileira. Os trabalhadores do setor são responsáveis pelo excelente desempenho dos bancos e é justo que obtenham um salário digno e condições adequadas de trabalho.

Pressionada pela exigência de metas abusivas e assedio moral, a categoria bancária é a que mais registra casos de adoecimento e suicídio, frente à indiferença dos patrões. Nossa luta não é apenas pela reposição financeira, mas também pela saúde da categoria e pelo atendimento das cláusulas sociais.

Em todo o Brasil, a greve conta com a adesão da maioria dos bancários e com a compreensão da população.

Não vamos desistir. A greve continua.

 

 

 

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