SindBancários protesta contra fatiamento da Caixa e conversa com empregados do banco

Diretores sindicais estiveram percorrendo a agência central em Porto Alegre e debatendo a intenção privatista da direção do banco e do atual governo

Com a chuva que caiu em Porto Alegre durante a manhã desta terça-feira, 28/05, o Dia de Luta dos Funcionários da Caixa Federal terminou acontecendo dentro das agências, com grande participação dos empregados do banco. Na agência central da Caixa, na Praça da Alfândega, Centro Histórico de Porto Alegre, os diretores do SindBancários percorreram alguns andares do prédio explicando o desmonte do banco que está sendo feito pela atual presidência da instituição e pelo governo Bolsonaro. “Fatiar a Caixa, através da programada venda da Lotex, por exemplo, é uma forma disfarçada de privatização”, afirmou o diretor do Sindicato Jaílson Bueno Prodes aos colegas de banco.

“Afinal, se o governo anunciar claramente que pretende privatizar a Caixa, vai encontrar muita resistência, por causa dos grandes programas sociais e de infraestrutura que são geridos pelo banco, e que representam mais de 50% dos recursos dos municípios menores”, pontuou Jaílson. Ele citou, como demonstrações desta realidade, além do FGTS, orçamentos do Fundeb, alimentação, escolas, saúde e outros setores fundamentais – que atraem a ganância dos bancos privados.

Lotex

No caso da Lotex, vale destacar que o próprio edital do leilão informa que o repasse total das loterias para a área social, que em 2017 foi de 50% da arrecadação, com a privatização vai cair para 15%. O que atinge diretamente setores fundamentais como educação, cultura, esporte e segurança. Acompanhado dos também diretores sindicais e empregados da Caixa Virgínia Faria, Gilmar Aguirre e Guaracy Padilha Gonçalves, Jailson Prodes lembra o outro aspecto da história: “São exatamente nos pequenos municípios, que mais necessitam destes serviços e aportes, que os bancos privados não têm interesse em atuar, pois não são rentáveis. Não tem nenhuma lei que os proíba de trabalhar nestes pequenos lugares, mas não lhes interessa comercialmente. Mas, ao mesmo tempo, procuram destruir uma instituição que gera recursos para a área social, que eles desprezam como mercado”.

Opinião dos funcionários

 

Vários funcionários da Caixa também participaram da discussão e opinaram sobre algumas ações do governo de Bolsonaro. “Na questão da aposentadoria, por exemplo, é importante as pessoas – especialmente as mais humildes e necessitadas – entenderem que elas vão ser a principais prejudicadas com esta reforma da Previdência”, disse uma empregada da Caixa. “O Sindicato também precisa alertar não só os bancários, mas a toda a sociedade”, opinou. Sobre o assunto, Virgínia Faria citou os cartazes, jornais e demais materiais de divulgação e conscientização, além dos debates e atos públicos, produzidos e distribuídos pelo Sindicato.

Greve Geral no dia 14

Os diretores sindicais também recordaram que, para o próximo dia 14 de junho, está marcada uma grande Greve Geral em todo o país, convocada pelas centrais sindicais brasileiras. A pauta central da Greve será a defesa do direito de aposentadoria e o repúdio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/19, da Reforma da Previdência. Antes, no último 15 de maio, teve lugar uma Greve Nacional da Educação, realizada em nada menos que 222 cidades em todo o país, contra os cortes de recursos para as universidades e ataques obscurantistas à educação.

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