SindBancários participa de Grande Expediente na Assembleia que chama governo Sartori de entreguista e diz não ao desmonte do patrimônio público

Entreguista”. “Governo mentiroso e caluniador”. Essas foram algumas das expressões que a deputada estadual Juliana Brizola (PDT) usou em seu Grande Expediente da quinta-feira, 21/12, no Plenário da Assembleia Legislativa ao se referir ao governo de José Ivo Sartori (PMDB). A deputado usou 20 minutos do regimento para criticar fortemente o Regime de Recuperação Fiscal, arquitetado por Sartori e o governo Temer, e defendeu que a extinção das empresas públicas seja revogada, assim como as empresas públicas, como os bancos, não sejam privatizados.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, participou como convidado na mesa. Ele sentou ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Edegar Pretto. Ao final da manifestação da deputada Juliana Brizola, Gimenis presenteou o presidente da ALERGS com uma camiseta da defesa do Banrsiul público e outra da defesa do BRDE e do Badesul. “A manifestação da deputada Juliana foi histórica. De fato, o governo Sartori tem mentido muito a respeito da crise fiscal do Estado. Ele tem usado esse discurso para justificar parcelamento de salário dos servidores públicos e para entregar o patrimônio público. Temos dito desde 2015 que o Banrisul, o Badesul e o BRDE estão na mira desse governo para serem desmontados e vendidos para que o Estado entre num Regime de Recuperação Fiscal lesivo para o povo gaúcho”, explicou Gimenis.

Juliana Brizola trouxe números que fortalecem o seu argumento de que o governo Sartori e sua base aliada na Assembleia Legislativa mentem quando o assunto é justificar a entrega de empresas e fundações públicas para entregar o patrimônio público. O discurso da deputada ocorreu no mesmo dia em que os deputados votariam a admissão do RDI, o pacotaço que coloca empresas como CEEE, Corsan, Sulgas, CRM, e os bancos Banrisul, BRDE e Badesul na mira das privatizações. Segundo ela, uma das grandes mentiras contadas por Sartori e é o peso das fundações públicas no orçamento do Estado. “Não foi pequeno o desserviço do governo Sartori ao povo do Rio Grande do Sul. O Sartori e seus aliados são contrários ao planejamento científico. Quem vai fazer o serviço que essas fundações faziam? O governo não diz. Quem vai fazer? Estão tentando destruir a inteligência estatal” asseverou.

Em seu aparte, a deputada Stela Farias (PT) lembrou que há um ano os servidores públicos empreenderam uma luta histórica na Praça da Matriz contra a extinção das fundações e foram alvo de um cerco da Brigada Militar e da violência com bombas de gás e balas de borracha. “Há um ano o governo transformou a Praça da Matriz numa Praça e Guerra. Esses trabalhadores têm conseguido resistir nas ruas”, discursou.

O deputado estadual Pedro Ruas (PSOL) apontou uma distorção entre o discurso do governo Sartori quanto ao impacto das fundações públicas no orçamento do Estado e os benefícios fiscais concedidos a grandes empresas. Ruas disse que as Fundações públicas, entre elas a TVE, FEE, Fundação Zoobotânica, custam cerca de R$ 164 milhões por ano aos cofres públicos. “O governo Sartori concedeu no ano passado para a Inova, do Lírio Parisotto, isenção de R$ 340 milhões . Essa isenção gerou cinco empregos”, comparou.

A deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) lembrou de quando o desmonte das fundações começou. “Tudo aquilo que havíamos dito aconteceu ou está acontecendo. Temos que nos unir para lutarmos pela revogação da extinção das fundações”, disse, olhando para a plateia onde estavam servidores púbicos do Estado.

A deputada estadual Regina Becker Fortunati (Rede) defendeu que os 1,2 mil funcionários das fundações públicas extintas não causam impacto de 1% nas contas públicas. “As manifestações são de um estado totalitário. Este jogo não está perdido. Nós lutaremos até o fim”, disse.

Além de servidores de fundações públicas ameaçadas de extinção, os bancários se fizeram presentes. Diretores do SindBancários, funcionários do BRDE e do Badesul e funcionários do Banrisul acompanharam a sessão. O que mostra que haverá muita luta pela frente. Lembrando que, nesta sexta-feira, 22/12, haverá concentração na Praça da matriz para pressionar deputados a recusarem mais um pacotaço de maldades do governo Sartori que pode permitir a entrega da CEEE, Corsan, Sulgas, Banrsiul, BRDE e Badesul. Bancários, a hora é de participar!

Fonte: Imprensa SindBancários

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