Comitê combate megamineração

Sindicato é contrário a instalação de mina de carvão, uma das mais poluidoras do mundo, que pode atingir os recursos hídricos e fica em municípios da nossa área de abrangência

Com a participação do SindBancários, através do secretário-geral Luciano Fetzner e da diretora Ana Guimaraens, representando o presidente Everton Gimenis, foi lançado na noite da terça-feira, 18/06, o Comitê de Combate à Megamineração no RS. “O potencial poluidor desta mina de carvão sobre a Região Metropolitana, o Rio Jacuí, o Lago Guaíba e a Lagoa dos Patos é tão grande que todos devemos nos unir em defesa da vida e do meio ambiente, com reflexos óbvios sobre a saúde e até mesmo sobre a sustentabilidade e o trabalho de todos”, lembrou Gimenis, que não pode participar do lançamento do Comitê, no auditório do CPERS Sindicato, onde mais de 50 entidades – sindicatos, associações de moradores, movimentos populares, universidades, cidadãos e cidadãs – estiveram representadas.

Poucos empregos

A contrapartida da empresa e seus defensores é muito pequena: prevê a geração de apenas 331 empregos diretos e 83 indiretos durante a implantação. A área onde a empresa Copelmi Mineração pretende instalar a maior mina de carvão do país, tem 5 mil hectares, nos municípios de Charqueadas e Eldorado do Sul – na área de abrangência do SindBancários. A instalação que pretende produzir ali durante 23 anos, fica situada a menos de 20 quilômetros do Centro Histórico de Porto Alegre.

Forte poluição

Reconhecida como uma das indústrias mais poluentes do mundo, a exploração de carvão vai produzir resíduos muito perto do rio Jacuí, que é responsável por 84,6% do volume de água do Guaíba. O carvão, como se sabe, tem baixo poder calorífico e alto teor de cinzas, e a mina ficaria a apenas 1,5 km do rio Jacuí. O rio é responsável 84,6% do volume de água do Guaíba.

E não é só: o projeto coloca em risco o Baixo Jacuí, Guaíba e Lagoa dos Patos, além de ficar a 535 metros do Parque Estadual Delta do Jacuí e a 240 metros de uma área de preservação ambiental. De acordo com as entidades e ambientalistas que contestam o empreendimento, o relatório de impacto ambiental apresentado pela empresa incorre em diversos erros e omissões, como a exclusão do Incra do processo, rebaixamento das características ambientais, omissão em relação a reservas indígenas e cultivo de arroz orgânico.

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