SindBancários negocia acordo coletivo inédito com Agibank

O novo ACT amplia direitos e contempla temas como teletrabalho, etc

O SindBancários deu mais um passo na construção de um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) inédito junto ao Agibank, na tarde da última quinta-feira (02), durante reunião com a direção do banco, realizada de forma híbrida. O novo ACT amplia direitos e proteções dos bancários da instituição e deve contemplar temas como teletrabalho, ponto eletrônico e mensalização da gratificação semestral.

Apesar das discussões ainda não terem se encerrado, já há vários consensos entre os representantes do sindicato e do banco. Em relação ao teletrabalho, os principais avanços são quanto a obrigatoriedade de registro da jornada, com respeito aos intervalos legais e períodos de descanso, o pagamento de ajuda de custo mensal no valor de R$ 100,00 e a formalização da responsabilidade do AgiBank quanto ao fornecimento e manutenção de todos os equipamentos necessários para a execução de tarefas em home office, bem como do custo de manutenções necessárias.

“Mas há pontos importantes que ainda precisamos avançar, como a garantia de bloqueio dos sistemas após o trabalhador marcar sua saída no ponto. A regulamentação do teletrabalho precisa evitar brechas para os bancários trabalharem sem registro, pois além do não recebimento desse trabalho há, ainda, o comprometimento da saúde física e mental pelo excesso de horas”, afirma a diretora do sindicato Caroline Heidner, que coordena a negociação com o banco.

O acordo prevê ainda cláusulas sociais, dando preferência ao regime de teletrabalho para as pessoas com deficiência, mulheres com filhos até 71 meses – bem como pais viúvos ou com relações homoafetivas – e funcionários que habitem com pais com idade igual ou superior a 80 anos ou pais idosos que requeiram cuidados especiais.

“Outra cláusula muito importante que já está consensuada com o Agibank é a que garante atendimento imediato a pedido de retorno ao presencial apresentado pelas mulheres que forem vítimas de violência doméstica. Basta apenas a mulher nessa situação solicitar seu retorno, não será exigido qualquer tipo de comprovação ou formalização de denúncia sobre a violência sofrida pela mulher a qualquer autoridade”, destaca Caroline. “Essa é uma garantia que pode ser determinante para a mulher vítima de violência doméstica conseguir romper o ciclo de violência”, complementa.

Também estão combinadas cláusulas de precauções para promoção da saúde, confidencialidade, proteção de dados dos trabalhadores e a garantia dos Auxílio-Refeição e Auxílio Cesta de Alimentação.

Já em relação ao ponto eletrônico, o banco assumiu o compromisso de revisar e, se necessário, ajustar seu sistema para as exigências legais atuais, expressas na Portaria 671/2021 do Ministério do Trabalho e Previdência. O ponto também constará no ACT. Outro tema tratado é o pagamento mensal da gratificação semestral.

A próxima reunião com o banco está agendada para o próximo dia 17. Bancários do Agibank devem ficar atentos ao processo, e podem fazer sugestões ao sindicato para embasar o processo. Após o término das negociações, o SindBancários convocará uma assembleia de trabalhadores para que decidam pela aprovação ou não do ACT.

Fonte: Imprensa SindBancários

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