SindBancários integra ato nacional e denuncia demissões, assédio e fechamento de agências do Itaú

Demissões, fechamento de agências, terceirizações e cobranças abusivas de metas estão conduzindo funcionários do Itaú ao medo do desemprego e ao adoecimento

Na manhã da última quinta-feira (7), o SindBancários uniu-se à mobilização nacional em defesa das bancárias e bancárias do Itaú que sofrem com a pressão por metas, fechamento de postos de trabalho, terceirizações e demissões.

Conforme apontam dados da última Consulta Nacional à categoria, realizada pelo Comando Nacional dos Bancários, a cobrança excessiva de metas causa diversos malefícios à saúde dos trabalhadores. A preocupação com o trabalho é um sintoma que afeta 68% dos bancários; 61% sofrem com cansaço e fadiga constantes; 52% sentem-se desmotivados e não tem vontade de trabalhar; 46% têm crises de ansiedade/pânico. O Itaú, infelizmente, contribui para essa estatística. A retirada dos vigilantes dos Espaços Itaú de Negócios deixa expostos os trabalhadores e clientes que ficam mais suscetíveis a assaltos e golpes, gerando a sensação de insegurança.

O diretor da pasta da Secretaria Geral do SindBancários e representante do Rio Grande do Sul na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Eduardo Munhoz, critica o banco que, de um lado faz uma publicidade comemorativa e esperançosa pelas festas de final de ano, mas de outro, esconde a dura realidade dos funcionários do Itaú. “Metas abusivas, assédio moral, fechamento de agências e, por consequência dos postos de trabalho… Não é este o presente de Natal que as bancárias e bancários do Itaú merecem. Hoje nos juntamos em uma mobilização nacional pela garantia de emprego dos trabalhadores do Itaú que, infelizmente, vivem uma realidade diferente das belas propagandas exibidas em rede nacional. Infelizmente, o presente que o Itaú dá ao funcionário é a demissão e a pressão no ambiente de trabalho. Queremos menos metas e mais saúde”, salienta.

A política de gestão e de negócios implementada pelo banco fechou mais de mil postos de trabalho e reduziu 180 agências físicas (redes de atendimento) entre o final de setembro de 2022 e setembro de 2023.

O diretor do SindBancários da pasta de Diversidade e Combate ao Racismo, Sandro Rodrigues, falou sobre as lamentáveis condições de saúde dos trabalhadores do banco. “Nas agências físicas, é tudo muito belo. Mas, por trás disso tudo, está a degradação da saúde dos colegas bancários que estão vivendo sob efeito de remédios para ansiedade e depressão. Tudo isso é consequência das pressões que acontecem dentro dos espaços de trabalho com cobranças de metas abusivas, assédio moral e medo do fechamento dos postos de trabalho.

O diretor administrativo do SindBancários Antonio Augusto Borges (Guto) cita as grandes campanhas publicitárias exibidas pelo Itaú que expressam esperança e otimismo, mas que estão distantes da realidade dos trabalhadores. “As propagandas publicitárias mostram um mundo lindo, com grandes atores e apresentadores da televisão e do cinema internacional e com apresentação de uma renovação da imagem da marca. Mas a situação dos bancários e das bancárias do Itaú não estão de acordo com a beleza da publicidade. O medo das demissões e a pressão por alcance das metas abusivas são uma realidade dura enfrentada pelos trabalhadores do banco. O marketing é deslumbrante, mas a realidade dos funcionários já sobrecarregados é assustadora”, denuncia.

A Contraf-CUT, a Fetrafi-RS e o SindBancários querem saber quais são os problemas enfrentados pelos funcionários do Itaú no ambiente de trabalho. Mas mais do que isso, querem saber quais propostas o banco têm para melhorar a situação. Para isso, estão realizando uma pesquisa, em que todos os dados pessoais permanecerão armazenados com garantia de sigilo absoluto. Para acessar o questionário, aponte a câmera para o QR Code que consta no verso do Boletim Itaunido de novembro de 2023 (confira na imagem).

Reportagem: Laís Escher (MTE 18974)

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