SindBancários exige imediata suspensão do Agiliza

Após casos de agressão, programa vem gerando reclamações de colegas devido à insegurança

Dirigentes do SindBancários se reuniram com a Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal, em Porto Alegre, nesta sexta-feira (21), para cobrar medidas de segurança para bancários(as), clientes e usuários(as) nas agências. O Sindicato já vem alertando sobre os riscos do Agiliza e solicitou oficialmente que o funcionamento do programa se dê dentro da agência, em ambiente protegido, e que as portas giratórias sejam posicionadas na entrada principal de acesso de cada agência.

“O Sindicato é contra a fragilização da segurança nas unidades bancárias. O funcionamento do Agiliza na sala de autoatendimento gera uma insegurança para os trabalhadores e para a sociedade. Além da agressão a uma colega, também tivemos um caso na nossa base, de um cliente flagrado com arma branca ao ser atendido no Agiliza. Imagine o que poderia ter acontecido se ele tivesse ouvido um não do colega que o atendeu? É contra este tipo de situação que estamos lutando”, destacou a dirigente da Fetrafi-RS, Sabrina Muniz, durante a reunião.

“Já recebemos várias reclamações de agências onde o Agiliza está novamente sendo utilizado no autoatendimento, o que coloca trabalhadores, clientes e usuários em risco, causando clima de medo e apreensão. É um sofrimento que pode ser evitado”, avalia a dirigente sindical.

A diretora jurídica do Sindicato, Simoni Medeiros, explica que desde o começo, o movimento sindical bancário vem denunciando os riscos do Agiliza.“Nós explicitamos de todas as formas que este modelo não poderia ir adiante e que ele seria uma tragédia anunciada. Mas, mesmo depois do caso de agressão, a Caixa insiste em fragilizar a segurança e isso não podemos aceitar”, pontua Simoni.

O diretor do SindBancários, Jailson Prodes, faz um alerta especial sobre os momentos de aumento de demanda nas agências da Caixa, como nos pagamentos de benefícios, quando a segurança fica ainda mais fragilizada.

“A concessão do consignado do auxílio Brasil, neste momento, tem gerado um fluxo adicional dentro das unidades da Caixa e não há pessoal suficiente para atender as demandas da população”, pontua o dirigente. “Da maneira como o governo está fazendo é humilhante para os mais necessitados terem que ficar em filas por horas para poder ter acesso ao benefício. Isto é ruim para o bancário, para os clientes e para a imagem da Caixa”, aponta Jailson.

Portas Giratórias são a solução e não o problema

Outra reivindicação do sindicato foi a inclusão de portas de segurança na entrada nas unidades bancárias da Caixa. O diretor do SindBancários, Tiago Vasconcellos, conta que a primeira legislação do Brasil sobre a obrigatoriedade do equipamento de proteção surgiu em Porto Alegre, em 1994. “A lei 7.494 trouxe segurança para os trabalhadores, o que se comprova pela redução na curva de crimes bancários durante sua adoção”, disse o diretor financeiro da entidade e trabalhador da CEF.

“Quando a Caixa e os demais bancos recuam a porta para depois dos terminais de autoatendimento, o risco de crimes contra clientes e trabalhadores, como sequestros-relâmpago, assaltos e saidinhas de banco aumenta”, pondera com preocupação.

Para ele, a medida mostra a perversidade do sistema financeiro. “Eles sabem que passar pela porta giratória pode provocar situações de estresse. Neste sentido, a flexibilização busca melhorar a imagem dos bancos em detrimento da segurança de todos”, concluiu, ao lembrar que os banqueiros vendem o conceito de facilidade para clientes e que a experiência da porta giratória vai na contramão disso.

Para o SindBancários, investir em segurança é obrigação dos bancos e só traz benefícios para a sociedade.

Desde julho deste ano, quando o Agiliza foi implantado, a entidade denunciou os riscos que ele ocasiona. O Sindbancários tomará todas as medidas e atuará em favor da segurança e da qualidade de vida nas agências da Caixa e para a população em geral.

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Fonte: Imprensa SindBancários

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