SindBancários e servidores fazem mobilização em frente à Assembleia Legislativa contra pacote de maldades de Sartori

Gradis de proteção em volta da Assembleia Legislativa e policiamento reforçado da Brigada Militar, incluindo policiais a cavalo – tudo para impedir o acesso de manifestantes ao plenário da AL – é o cenário montado por José Ivo Sartori, na manhã desta segunda-feira, 28/12, para tentar aprovar junto à maioria de deputados a última fase de seu “pacote de maldades”. Nada disso desmobilizou os trabalhadores: centenas de funcionários públicos, professores, policiais, bancários, além de lideranças e militantes de movimentos sociais, sindicais e políticos estão reunidos desde o início de hoje, na Praça da Matriz, entre a Assembleia Legislativa e o Palácio Piratini.

A concentração é uma reação à fase final do “pacote de maldades” de José Ivo Sartori, que deverá ir à votação na Assembleia Legislativa do Estado na tarde desta segunda-feira. “Esta mobilização é uma reação dos trabalhadores às medidas que o governo estadual quer aprovar nesta votação”, diz o diretor do SindBancários, Sérgio Hoff.

DSC_0011PMcavalosweb

Contra o Banrisul

“Estamos solidários com todos os servidores estaduais contra as restrições que o governo Sartori tem imposto ao funcionalismo, contra o desmanche da representatividade sindical e contra a venda do patrimônio público”, afirma Hoff. “Como bancários, uma das nossas preocupações é com as medidas que precarizam ainda mais o Banrisul. Como o governador sofreu uma derrota na última votação de medidas, que impôs uma série de salvaguardas à privatização parcial do banco, ele agora procura precarizar o Banrisul de novas maneiras”, completou o sindicalista.

A diretora do Sindicato e da Fetrafi-Sul, Denise Falkenberg Correia, lembra que o novo conjunto de medidas de caráter neoliberal que Sartori quer aprovar na Assembleia Legislativa, neste final de ano, inclui a “cessão onerosa da folha de pagamento”. “Por trás desse palavreado”, explica ela, “Sartori quer que o Banrisul pague para continuar administrando a folha de pagamento dos funcionários estaduais”.

A bomba de desmonte do grande banco dos gaúchos e gaúchas inclui ainda aumentar os custos da instituição, como o pagamento de aluguel nas agências do Banrisul que ocupem imóveis pertencentes ao estado. “O governo neoliberal de Sartori está tratando o Banrisul como um banco privado”, complementa Hoff. Como exemplo, ele cita o caso do pagamento do 13º salários dos servidores estaduais: “O governo lavou as mãos; a negociação é do servidor com o banco”, acrescenta do diretor do SindBancários.

Ataque ao sindicalismo

DSC_0004palacioweb

“Como sindicalistas, entendemos como uma grave ameaça aos direitos dos trabalhadores o Projeto de Lei 507, que faz parte do pacote de Sartori, que visa reduzir o número de servidores públicos que têm mandato eletivo em confederação, federação, sindicato, entidade ou associação de classe”, afirma o presidente do SindBancários, Everton Gimenis. “Todo esse aparato montado com a Brigada Militar para dificultar o acesso dos trabalhadores ao plenário não vai impedir a nossa mobilização”, acrescenta Gimenis. “Apesar de toda a pressão e articulação de Sartori, ainda não existe consenso de aprovação das medidas nem mesmo em sua base parlamentar. Vamos continuar mobilizados”, assegurou.

O governo estadual necessita de 28 votos de sua base para aprovar o PL 206 (Lei de Responsabilidade Fiscal) e outros, como o 507, o 503, o 508 e o 509. Entre outras medidas, o projeto de lei 206 restringe a contratação de novos funcionários e a reposição inflacionária na folha de pagamento.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER