SindBancários e Fetrafi-RS protocolam pedido de reunião com governo do estado no Palácio Piratini nesta segunda, 12/9

Dirigentes do SindBancários e da Fetrafi-RS foram até o Palácio Piratini, na manhã desta segunda-feira, 12/9, protocolar um pedido de reunião com o governo do Estado. No sétimo dia da GREVE nacional dos bancários, a ida até a sede do governo do Estado ocorre por duas razões. Primeiro, porque os Banrisulenses realizam Ato de aniversário de 88 anos do banco público e em Defesa do Patrimônio Público a partir do meio-dia, em frente à agência Central, na Praça da Alfândega. A outra questão diz respeito a uma nota divulgada por colunista de Zero Hora na edição de segunda-feira, informando que o governo do Estado prepara, na Assembleia Legislativa, a quebra da necessidade de plebiscito para venda de patrimônio público.

O secretário-geral do SindBancários, Luciano Fetzner, a diretora da Fetrafi-RS, Denise Falkenberg Corrêa, e o diretor do SiundBancários, Fábio Dellanhese, foram recebidos pela assessora parlamentar, Tatiana Ferrari, por volta das 10h, no Palácio Piratini. Ela informou que o governador do Estado, José Ivo Sartori, está em Brasília, retornando somente na terça-feira, 13/9. Segundo a assessora parlamentar, o protocolo seria levado ao secretário adjunto da Casa Civil, José Guilherme Kliemann. A assessora do Palácio Piratini ficou com número de telefones celulares dos dirigentes.

“Viemos ao Palácio Piratini solicitar essa audiência porque hoje é o aniversário do Banrisul e queremos esclarecimentos sobre a notícia veiculada no jornal Zero Hora. Se o governo do Estado tem mesmo intenção de quebrar a exigência constitucional de chamar plebiscito para vender estatais, queremos informações a respeito da intenção quanto ao Banrisul”, avaliou Luciano Fetzner.

A nota do colunista Juliano Rodrigues, na Página 10 da coluna Política +, sob o título “Solução caseira”, informa que o governo de José Ivo Sartori “terá que começar a pensar em se desfazer de patrimônio”. Segundo a nota, a solução, o fim da exigência de plebiscito, estaria “em estudo no Palácio Piratini”. Porém, aponta a colunista, o governo do Estado estaria tratando a questão de forma sigilosa, por “temor de atrito com a base aliada na Assembleia”.

“Esse informe do jornal é muito grave e preocupante. A exigência de plebiscito para a venda de patrimônio público foi uma conquista do movimento sindical e da sociedade gaúcha. Vamos para a mobilização em defesa do Banrisul e informar os colegas Banrisulenses que o banco público está mais uma vez na iminência de um ataque”, avaliou a diretora da Fetarfi-RS, Denise Corrêa.

Os parágrafos 2º, 4º e 5º do artigo 22 da Constituição Estadual obrigam que qualquer tipo de alienação, transferência do controle acionário, extinção, incorporação ou fusão de empresas públicas seja aprovada por consulta pública à população. “Trata-se de um retrocesso essa iniciativa do governo do Estado. As empresas públicas, sobretudo o Banrisul, não podem servir de moeda de troca para o governo do Estado realizar a sua política de Estado mínimo. O discurso de crise é sempre utilizado como justificativa para vender estatais. Nós sabemos que venda de patrimônio público não resolve déficit nenhum”, avaliou Fábio Dellanhese.

O SindBancários e a Fetrafi-RS têm lutado contra o ataque ao patrimônio público. Um dos argumentos que as entidades combatem é justamente o discurso de crise como justificativa para a venda de patrimônio público. Mais recentemente, o Projeto de Lei Complementar 257/2016, do governo Michel Temer, propõe que a dívida dos Estados seja alongada por mais 20 anos, com moratória de seis meses, em troca de patrimônio público. Em 1998, o governo Britto vendeu a CRT, a telefônica estadual, e a dívida, desde então, só cresceu.

Fonte: Imprensa SindBancários

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER