SindBancários cobra do BB, e carta de metas não será impositiva, segundo compromisso da Superintendência

O Banco do Brasil chama de “ações impulsionadoras” ou “pacto de grandeza”. Mas os colegas bancários e os dirigentes do SindBancários sabem que a boa intenção que nasce na mesa de um gestor, na prática pode chegar até o colega de uma agência de forma deturpada. Por isso o Sindicato manifestou o repúdio a um dos itens da proposta do Programa Lidera-RS. De fato, repudiamos qualquer tipo de projeto que venha a trazer prejuízos para a saúde no ambiente de trabalho e recomendamos que os colegas do BB não assinem o que temos chamado de “carta de metas”.

Em reunião com a Superintendência Estadual do Banco do Brasil na segunda-feira, 22/2, dirigentes do SindBancários, cobraram aquilo que foi apresentado como uma forma de melhorar o atendimento e arrancaram compromisso dos gestores de que não haverá imposição. Segundo denúncias de colegas do Banco do Brasil ao Sindicato, a carta de metas estava sendo apresentada como um documento de assinatura obrigatória por gestores. Os diretores do SindBancários ouviram da Superintendência que o programa não será “impositivo” na reunião desta semana.

“Entendemos o que a Superintendência almeja com este programa. Estamos de fato num mercado financeiro muito concorrido. O problema é que esses projetos são implantados sem debate e sem conversa. A gente sabe que, na prática, a informação que pode chegar é pressão e metas abusivas. Por isso atuamos, para prevenir”, explicou o diretor de Formação do SindBancários e funcionário do BB, Júlio Vivian.

A diretora da Fetrafi-RS e funcionária do Banco do Brasil, Luiza Bezerra, avisa aos colegas do BB que continuem atentos e que denunciem casos de abuso e algum tipo de pressão. “Ninguém é obrigado a assinar nenhum tipo de documento que sirva para o banco depois cobrar metas abusivas. O programa propõe que sejam mensuradas visitas a clientes, contatos telefônicos, cadastro de pessoas jurídicas. Melhorar a concorrência e organizar as rotinas não pode ser convertido em metas. Vamos continuar atentos e de olho nas imposições do banco. O Banco do Brasil não pode, através de uma carta, pressionar os colegas a produzirem mais criando um ambiente de pressão e adoecimento”, avaliou Luiza.

Fonte: Imprensa SindBancários

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER