SindBancários chama categoria a participar de assembleia na segunda, 13/3, para decidir participação na greve geral do dia 15. Leia edital

Os ataques maciços aos direitos dos trabalhadores precisam ter uma resposta à altura da onda de retirada de direitos promovida pelo governo Temer. Reforma da Previdência, Reforma Trabalhista, terceirização, são temas que voltam a assombrar as conquistas e avanços da toda a classe trabalhadora. Para que os bancários possam participar do Dia Nacional de Paralisação e Mobilização contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287), na próxima quarta-feira, 15/3, o SindBancários chama para a participação em assembleia, a partir das 17h45, da segunda-feira, 13/3, na Casa dos Bancários.

A participação de todos os bancários é fundamental nesta hora em que precisamos muito fortalecer a nossa união. O interino Michel Temer e seus apoiadores atacam a Previdência Social e os direitos garantidos na CLT. Simples assim: se as “reformas” contidas no PL 287/16, forem aprovadas, a maioria da população vai ter três opções – trabalhar até morrer, morrer trabalhando ou reagir.

Por isso, agora é hora de não abaixar a guarda, resistir e fazer o golpismo recuar. No próximo dia 15 (quarta-feira da semana que vem), a CUT e as demais centrais sindicais vão realizar O Dia Nacional de Paralisações, Mobilização e Luta contra a Reforma da Previdência. Participe! Os bancários e bancárias da base do SindBancários têm a oportunidade de decidirem juntos nossa participação neste movimento.

Vamos à assembleia da segunda-feira, 13/3

Segunda-feira, 13/3 | 17h45 | Auditório da Casa dos Bancários (General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre).

Vamos decidir juntos a participação no Dia Nacional de Paralisações, Mobilização e Luta contra a Reforma da Previdência no dia 15/3.

Dois dias antes, a segunda-feira, 13/2, vamos realizar uma assembleia na Casa dos Bancários, para fortalecer nossa participação. A participação de todos é fundamental para que possamos barrar um golpe sinistro nas nossas aposentadorias.

Governos de crises

Para retirar dinheiro que hoje vai para as mãos dos trabalhadores e trabalhadoras aposentados, o governo golpista diz que a Previdência está quebrada. Mentira! A verdade é que sobra dinheiro. A proposta de Temer quer beneficiar os planos privados de previdência – Temer está retribuindo aos setores privilegiados que apoiaram e financiaram o golpe contra a democracia e os nossos direitos, como os banqueiros. Com essa “reforma” sobrará mais dinheiro para pagar juros aos bancos e manter os altos lucros de grandes empresas. Não vamos pagar a conta dos privilégios que este governo quer dar para os patrões. Mais direitos fortalecem a economia. Menos direitos geram desemprego e crises.

Terceirização e Reforma Trabalhista

No Brasil, todas as lutas dos trabalhadores estão interligadas. Além da destruição da Previdência Social, os setores conservadores, representados por grande empresários, as querem terceirizar a atividade fim. Bancário e bancária poderão perder direitos. Sem obrigatoriedade de assinar Carteira de Trabalho, o golpe nos direitos da CLT irá acabar também com férias, FGTS e 13º. A combinação entre terceirização e Reforma da Previdência quer jogar nas costas dos trabalhadores a conta dos erros do governo Temer.

Pressão contra a terceirização

Com a pressão forte dos trabalhadores e suas centrais, a Câmara dos Deputados resolveu adiar a votação do PL 4302/1998, do tempo de FHC, que estava marcada para 7 de março, na correria e sem novo debate. Para se ter uma ideia, a liberação plena da terceirização, inclusive para as atividades-fim, na prática seria a destruição de grande parte dos direitos trabalhistas. Assim que souberam da intenção, dirigentes sindicais de todo o Brasil pressionaram deputados na Câmara e conseguiram fazer com que o golpe da terceirização fosse adiado. A terceirização, além de acabar com a obrigatoriedade da Carteira de Trabalha, acaba com a CLT e ameaça direitos conquistados com muitas lutas e greves pelos bancários, como a PLR, e outras vantagens.

Volta da Censura

Essa Reforma da Previdência é a bala de prata do interino Temer. Ele tem pouco tempo. Denúncias de corrupção pesam sobre integrantes de seu governo, e sua base na Câmara dos Deputados começa a fazer água. Muitos deputados falam abertamente que a Reforma da Previdência é muito pesada. A prova de que o governo tem pressa foi o que aconteceu com um jornal da CUT-RS. O deputado federal Heitor Schuch (PSB-RS) obteve na Justiça uma liminar que censurou a publicação. O jurídico da CUT-RS conseguiu revogar essa decisão jurídica que nos remete ao tempo da Ditadura Militar.

União nos fortalece

Neste momento, todos os movimentos sociais e de trabalhadores estão unidos: a ameaça é muito séria. Querem que homens e mulheres só se aposentem aos 65 anos de idade, e depois de contribuírem por 49 anos sem ficar nenhum dia sem trabalhar. O discurso é de combater o rombo da previdência e crise.Porém, sabemos que a austeridade do governo Temer é que criou a crise. O PIB de 2016 ficou devendo: a produção da riqueza total produzida no país recuou 3,6% em 2016 e já tem mais de 12% de desempregados no Brasil. Quem poderá se aposentar se não tem emprego?

 

EDITAL DE AVISO À COMUNIDADE – GREVE

O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região comunica à comunidade que os bancários irão realizar uma greve/paralisação no dia 15 de março próximo, somando-se ao Dia Nacional de Paralisação e Mobilização contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que trata sobre a reforma da Previdência. Sem discussão com a sociedade civil, a medida pretende igualar a idade mínima de 65 anos entre homens e mulheres e estabelece 49 anos de contribuição ininterrupta para o recebimento da aposentadoria integral. Esta paralisação será ratificada, ou não, por assembleia geral convocada para ser realizada em 13 de março de 2017, às 17h4, em primeira chamada, e às 18h15, em segunda e última chamada, no auditório da Casa dos Bancários, sito à Rua General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre.

Porto Alegre, 07 de março de 2017.

A DIRETORIA

 

 

 

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