SindBancários chama bancários para assembleia na terça, 18/4, que vai decidir participação na greve geral de 28/4

Cortar direitos dos trabalhadores não ajuda país a sair de crise. Produz desemprego, incerteza e medo. É hora de gestão pública competente e de estratégias que gerem e não que produzam mais crises. Vamos lutar pelo nosso futuro. Modernizar relações de trabalho é desculpa para aumentar lucro e deixar os trabalhadores vulneráveis. É tempo de preservar direitos históricos e fortalecer uma política que garanta um futuro melhor!

Defesa do emprego

Pelo direito à aposentadoria de todos

Em defesa dos bancos públicos

Sem essa de Reforma Trabalhista

Assembleia Geral de GREVE dos(as) bancários(as)

Terça-feira, 18/4 | 17h45 | Auditório da Casa dos Bancários (Rua General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre)

28 de abril é GREVE GERAL. VAMOS PARAR O BRASIL.

Muitos trabalhadores bancários não se lembram ou não viveram o retrocesso que representou para os nossos direitos os anos 1990. Era tempo de crises financeiras, de inflação nas alturas e de austeridade. E como se combatia a crise financeira que batia na porta dos trabalhadores empobrecidos? Gerando mais crises, cortando salários e produzindo desemprego.

Depois que o antipopular e interino Michel Temer assumiu a presidência, um passado que acreditávamos superado voltou a assombrar os trabalhadores. No dia 22/3, a Câmara dos Deputados aprovou o PL 4302, o da terceirização, e praticamente impôs o fim da obrigação do empregador assinar a nossa Carteira de Trabalho.

Mas a tarefa do golpe nos nossos direitos ainda não terminou. Os atuais ocupantes do Palácio do Planalto, além de estarem procurando desvincular suas biografias das denúncias de corrupção, querem terminar o serviço que os neoliberais dos anos 1990 começaram.

Temer apressa a votação da Reforma Trabalhista (PL 6787/2016), pressiona deputados de sua base a aprovarem uma Reforma da Previdência (PEC 287) que inviabiliza milhões de aposentadorias. Na Reforma Trabalhista, que deve ser votada até 19 de abril, há uma missão sombria: ampliar para 12 horas a jornada diária de trabalho, impor o contrato temporário sem direito às multas rescisórias e FGTS, além de impor fim das férias de 30 dias e fazer com que o negociado valha mais que o legislado.

Patrões vão para as mesas de negociação abrir a possibilidade de extinguir 13º salário e até férias. Trabalhadores temendo o desemprego não terão outra alternativa a não ser aceitar.

Essa proposta legislação altera mais de 100 artigos da CLT e, junto com a terceirização, abre o precedente para que grandes empresários reduzam seus custos do trabalho e aumentem os lucros.

O discurso de Temer é de que o Brasil está em uma crise profunda e gasta demais e que todas essas reformas irão modernizar as relações de trabalho e gerar empregos. Ora, é exatamente o contrário. O ajuste fiscal aprofunda a crise e o desemprego. Cria rombo nas contas públicas. E a saída para superar este momento? Aumentar impostos.

Essa estratégia já se mostrou equivocada. E o efeito disso? Foi ampliar o desemprego, aprofundar problemas sociais. A conjuntura atual é de reestruturação. Não vamos cair nessa chantagem.

É tempo de os bancários unirem as forças e lutar, junto com os trabalhadores de outras categorias contra a precarização do trabalho e em defesa do emprego.

A nossa história mostra que só a nossa luta nos garante! A GREVE de 28 de abril é mais um passo da nossa caminhada.

Bancos públicos: Gestão competente ajuda a combater crises

No início dos anos 2000, por dois anos consecutivos, a Caixa deu prejuízo. Desde 1998, o Banco do Brasil e a própria Caixa criaram condições para dividir empregados entre aqueles que têm mais e menos direitos. Volta e meia, entra governo e sai governo no RS, e o Banrisul é ameaçado de venda.

Desde o ano passado, quando o antipopular Michel Temer assumiu a presidência, os bancos públicos federais voltaram atrás na sua história. A Caixa reduziu, mais uma vez, por um programa de aposentadoria, o número de funcionários. E, depois que os colegas passaram a trabalhar nos sábados para dar informações e pagar FGTS, a pressão, o volume de trabalho impedem que um bom serviço público por parte dos seus empregados seja prestado à população que mais precisa.

No Banco do Brasil, há uma reestruturação que corta benefícios históricos como o VCP e é feita às pressas. O caso do Banrisul é exemplar desses tempos. Para que o Estado entre em um Regime de Recuperação Fiscal, o governo federal pressiona pela sua venda. O problema é que a venda do Banrisul e de todo o patrimônio do RS vai dar uma folga de três anos no pagamento da dívida pública e ampliar o estoque da dívida em R$ 30 bilhões, o que até o governo Sartori admite que vá acontecer.

Ora, bancos públicos são importantes agentes de combate a crises financeiras, propulsores de geração de riquezas. A Caixa, com seus programas sociais, o Banco do Brasil, com sua pujança e saúde financeira, e o Banrisul, com os dividendos que rendem ao RS a possibilidade de investir em saúde, educação e segurança.

Um gestor público que não reconhece a importância de um banco público e só pensa em vendê-lo quer esconder sua incompetência de gestão?

O que, de uns tempos para cá passou a ser comum em relação aos bancos públicos, entre os quais podemos incluir o BNDES, e o Badesul? Pensem bem, bancários e bancárias. Não está faltando gestão competente nesses bancos? Ora, na última década, esses bancos deram lucro, cresceram e ajudaram o país a enfrentar crises. Por que agora deixaram de ser esses agentes econômicos que balizam até mesmo a cobrança de juros de financiamentos mais baixos que o mercado? Por que passaram a ser vilões da crise?

Quem sabe o discurso de crise não tem contaminado a nossa maneira de enxergá-los. É preciso competência, vontade de trabalhar e amor aos bancos públicos. Será que os atuais gestores públicos veem os bancos públicos com o mesmo sentimento que os bancários? Pensamos que não. Porque vender não é a solução única, nem retirar direitos de trabalhadores para a saída de crises. Administrar bem é fundametal!

 EDITAL DE AVISO À COMUNIDADE – GREVE

O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região torna público à comunidade que os bancários irão realizar uma greve/paralisação no dia 28 de abril próximo, somando-se ao chamado das Centrais Sindicais contra a Reforma da Previdência. Sem discussão com a sociedade civil, essa medida pretende igualar a idade mínima de 65 anos entre homens e mulheres e estabelecer 49 anos de contribuição ininterrupta para o recebimento da aposentadoria integral. Esta paralisação será ratificada, ou não, por assembleia geral convocada para ser realizada, na terça-feira, 18 de abril de 2017, às 17h45, em primeira chamada, e, às 18h15, em segunda e última chamada, no auditório da Casa dos Bancários, sito à Rua General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre.

Porto Alegre, 11 de abril de 2017.

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