SindBancários apoia proposta para equilibrar Cassi

Colegas do Banco do Brasil associados devem votar de 18 a 28/11. Informe-se aqui e saiba a importância de aprovar proposta que ajuda a melhorar nossa saúde

Fruto de negociação entre as entidades representativas dos funcionários (Contraf-CUT, Anabb, AAFBB, FAABB) e a diretoria do Banco do Brasil, a proposta foi construída em conjunto com os diretores e conselheiros eleitos e indicados da Cassi. E isso aconteceu depois de muitas reuniões, conversa e pressão das entidades sindicais. O SindBancários decidiu, por unanimidade em reunião de Executiva na quinta-feira, 7/11, apoiar a nova proposta.

Os associados podem analisar a proposta na íntegra no site da Cassi e deliberar sobre a aprovação de 18 a 28 de novembro. A proposta resolve os graves problemas financeiros da Cassi, e, mesmo nessa conjuntura de ataque aos trabalhadores de ameaças de privatização e destruição das empresas públicas, preserva a Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil com todos os benefícios e coberturas.

O Sindicato vai realizar reuniões em locais de trabalho e entregar material informativo para que os colegas compreendam o contexto e tomem a melhor decisão.

Lembrando que, para serem aprovadas, as alterações estatutárias da Cassi (saiba mais na pergunta de número 4 mais abaixo) necessitam de maioria qualificada, ou seja, dois terços dos votos favoráveis do Corpo Social.

Mais adiante nesta matéria preparamos um conjunto de 13 perguntas e respostas, detalhando a proposta.

A diretora do SindBancários e funcionária do Banco do Brasil, Bianca Garbelini, sugere que os colegas bancários aprovem a proposta mas que aproveitem a consulta para se informarem sobre o que vai mudar e sobre seus direitos. “É importante entendermos a conjuntura e a complexidade do momento. Foi um processo de negociação muito longo, muito custoso. Conseguimos um avanço desde a primeira proposta que foi colocada pelo banco sem essa negociação. A partir do momento que conseguimos negociar, avançou bastante”, explicou.

Leia aqui o informativo O Espelho, e entenda a proposta.

A diretora justificou sua orientação por uma questão de pensar no futuro dos(as) trabalhadores(as) e das famílias. “Defendo sim pela própria existência e continuidade da Cassi. Para nós não perdemos a Cassi porque ela é o patrimônio mais valioso dos funcionários do BB. Na hora de votar, devemos analisar os fatos porque é o nosso futuro e de nossas famílias que está em jogo”, acrescentou Bianca.

A diretora da Fetrafi-RS e também funcionária do Banco do Brasil, Priscila Aguirres. “Assim como a Fetrafi RS, a diretoria da entidade apoia o sim. Entendemos que é melhor manter a existência da Cassi do que o risco de perdê-la. Vamos fazer reuniões nas agências para esclarecer os colegas da situação crítica e urgente da nossa Cassi”, afirmou Priscila.

A Cassi passa por um momento difícil, com grande déficit fiscal e o risco de ter a carteira do plano associados alienada e transferida para o mercado de saúde privada. Esta proposta pode salvar nossa Caixa de Assistência. Por isso, defendemos sua aprovação”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.

Entenda o contexto da votação da nova proposta para ajudar a Cassi

Entre os dias 18 a 28 de novembro de 2019, teremos uma consulta ao corpo social da Cassi, a fim de decidir sobre proposta de alteração estatutária. O tempo urge, já que a Cassi encontra-se sob regime de direção fiscal da ANS, devido à crise financeira em, que deve se agravar a partir de 2020, já que, em dezembro de 2019, se encerram as contribuições extraordinárias do Memorando de Entendimentos, firmado em 2016 e que garantiu o aporte de cerca de R$ 500 milhões ao ano, durantes estes três anos. A diretora fiscal, nomeada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), comunicou, em 23 de outubro, que a entidade deve apresentar, até dia 23 de novembro, um Programa de Saneamento a ser cumprido em 24 meses. De acordo com o relatório, o Patrimônio Líquido é negativo em R$ 137 milhões, a insuficiência na margem de solvência é de R$ 905 milhões e os ativos garantidores estão negativos em R$ 116 milhões. A soma desses números chega à casa do R$ 1,2 bilhão.

1) O que muda da proposta anterior?

Houve avanços, construídos conjuntamente entre as entidades de representação dos funcionários, que foram aceitos pelo patrocinador. Podemos destacar o fim do piso na contribuição por dependentes, beneficiando 40 mil colegas com salários de até R$ 5 mil.

As alterações na proposta estão detalhadas aqui. Acesse.

Acesse e se informe, a Cassi precisa de nós!

2) A proposta anterior foi “requentada”?

Não. Estamos no limite de um longo processo de negociação, que se iniciou em 2016, com a aprovação do Memorando de Entendimentos. De lá pra cá, foram feitas diversas rodadas de negociação com o banco. Houve também momentos em que o BB se recusou a negociar com os representantes. Em todo este processo, nós, representantes na mesa de negociação, defendemos os interesses dos funcionários na construção de uma saída que garantisse a continuidade da Cassi. Um processo negocial dessa magnitude produz impasses, que são solucionados com a cessão de ambas as partes. Em diversos momentos, o banco cedeu, em outros tivemos de ceder para que o processo avançasse e pudéssemos garantir que se buscasse uma solução para a situação da Cassi. O resultado final é a proposta atual, construída conjuntamente entre as entidades e diretorias eleitas da Cassi, e aceita pelo patrocinador. Portanto, não é uma proposta “requentada”, mas o resultado de todo este processo.

3) Por que se partiu da proposta que não atingiu o quórum e não de uma proposta nova?

A principal razão é o prazo apertado. A Cassi está sob direção fiscal da ANS, que pode, no limite, resultar na alienação ou mesmo na liquidação do plano. Tudo está escrito na RN 316. Entenda o processo acessando link nesta linha. 

A segunda razão é o fato de que qualquer proposta de sustentabilidade da Cassi necessita da aprovação do patrocinador, o BB, que deixou claro que não negociaria nada fora das premissas estabelecidas na última proposta que foi à consulta. Ainda assim, fizemos um grande esforço em buscar avanços que acabaram por serem aceitos.

4) Por que é necessário alterar o estatuto? Não bastaria simplesmente adequar os valores?

O custeio da Cassi está definido em seu Estatuto. Por isso, para mudar a forma de custeio da Cassi, é sempre necessário que haja alteração estatutária. Nossa defesa sempre se deu no sentido de restringir as mudanças à questão financeira, porém, novamente, o patrocinador precisa aceitar, e para isso impõe também suas condições. O voto de qualidade e a cobrança por dependentes foram premissas estabelecidas pelo BB, às quais a continuidade das negociações estava condicionada. Ainda assim, todos os esforços foram empregados no sentido de garantir que o voto de qualidade não ultrapassasse questões administrativas e também para que a cobrança por dependente, outra condição imposta pelo patrocinador, fosse por percentual do salário, guardando o fundamento da solidariedade do plano. As decisões sobre questões do estatuto seguem precisando ser aprovadas por maioria da Diretoria e do Conselho Deliberativo, com posterior consulta ao Corpo Social, lembrando que, para serem aprovadas, necessitam de maioria qualificada, ou seja, dois terços dos votos favoráveis.

5) Ao aceitar a alteração estatutária, estaremos abrindo mão do benefício definido?

O BB coloca a Cassi em seu balanço como benefício definido. Devemos entender que os conceitos de benefício e contribuição definida são diferentes quando se fala em previdência complementar e plano de saúde. As mudanças estatutárias propostas alteram, para os associados da Cassi, custeio e governança. Os benefícios não serão alterados em nenhum artigo. Haverá alteração na forma de custeio, e tanto patrocinador quanto associados assumirão novos compromissos, assegurados em novo estatuto.

6) A alteração do estatuto vai facilitar a privatização do BB?

Ao contrário. Sabemos que a conjuntura política não está favorável aos trabalhadores. O governo atual tem características ultraneoliberais e demonstra que está disposto a privatizar o maior número possível de empresas públicas. A liquidação da Cassi facilitaria muito a privatização do BB, já que as obrigações deste enquanto patrocinador, definidas no estatuto e que se mantém com a reforma proposta, são um grande empecilho para a privatização.

7) Se a Cassi for liquidada vamos para o SUS?

Não. No entanto, é necessário que se entenda que a Cassi é um plano de autogestão, sem fins lucrativos, cujo principal objetivo é o de prover saúde aos funcionários e suas famílias. A Cassi possui coberturas que vão muito além do rol mínimo exigido pela ANS aos planos de saúde de mercado. Bons exemplos são a ESF, o homecare, PAF e o Programa Bem Viver. A Estratégia de Saúde da Família foca em trabalhar com saúde preventiva e acompanhamento contínuo do associado e seus dependentes, garantindo assim exames mais assertivos e menos intervenções desnecessárias, ao mesmo tempo em que garante acesso a diagnóstico correto e em tempo hábil de doenças que necessitem de um cuidado mais aprofundado, aumentando a qualidade de vida dos funcionários e suas famílias. Já o homecare, hoje atende mais de 3 mil pessoas que necessitam de cuidados especiais e atendimento em domicílio. O programa Bem Viver é direcionado a funcionários e dependentes com deficiência física, intelectual ou múltipla, garantindo condições diferenciadas de acesso a diagnósticos, tratamentos e acompanhamentos necessários, sem limitações de sessões de terapias diversas, além da opção de reembolso mais abrangente, para garantir que estes associados e dependentes possam escolher os terapeutas especializados que não estejam credenciados. Fato concreto: nenhum plano de saúde de mercado poderá garantir a continuidade destes programas. A Cassi é o maior patrimônio dos funcionários do BB e precisa ser preservada!

8) Como fica a situação dos funcionários que assumiram após 01/2018?

Hoje estes funcionários se encontram fora da Cassi, reembolsando 4,5% da folha no pagamento de planos de saúde de escolha própria. Caso a proposta seja aprovada, eles passarão a ser associados, contribuindo e recebendo assistência durante o período laboral, passando à condição de autopatrocinados quando da aposentadoria. Entendemos que este ponto é um avanço em relação à situação atual, ainda que esteja longe do ideal. Seguiremos lutando para garantir a isonomia.

9) Com tantas negativas por parte do patrocinador de uma proposta mais vantajosa para os associados, o ajuizamento não seria um caminho?

O ajuizamento é um caminho que apresenta alguns riscos, afinal, o resultado depende do entendimento do juiz sobre a matéria. A história mostra que nem sempre vale a pena correr estes riscos, já que muitas vezes o resultado é ainda pior do que a proposta negociada. Entendemos que a justiça deve ser acionada em temas onde a via negocial esteja esgotada, sem nenhuma solução à vista. Esta matéria resgata algumas situações em que a via negocial foi abandonada e o resultado da ação judicial foi pior que a proposta do BB: consulte aqui.

Além disso, podemos citar o exemplo da Caixa Econômica Federal, cujos novos funcionários também não estão ingressando no Saúde-Caixa. Houve tentativas de solução pela via judicial, e poucas obtiveram êxito. Por tudo isso, acreditamos que as decisões sobre a Cassi devem ser tomadas por seus associados, sempre que possível.

10) E a liquidação do GDI? Vamos assumir o risco?

O GDI (Grupo dos Dependentes Indiretos) é um grupo de cerca de 2.300 pessoas, formado por dependentes indiretos de funcionários, cujo ingresso era permitido até o final da década de 1990. Na reforma estatutária de 2007, o BB assumiu integralmente os custos deste grupo, ressarcindo mensalmente à Cassi os valores referentes a ele. O BB tem um cálculo atuarial, ou seja, uma projeção de quanto vai gastar com este grupo até que ele acabe (já que não entram novas vidas, trata-se de um grupo em extinção), de cerca de R$ 270 milhões. A Cassi solicitou outros cálculos para a Salutis, uma renomada consultoria que faz cálculos atuariais na área da saúde. O cenário mais conservador, ou seja, a projeção de maior valor, foi a de R$ 450 milhões. Este valor é bastante interessante para a Cassi, já que há a necessidade de recompor as reservas, e é este o valor que o BB vai aportar sobre a liquidação do GDI, ou seja, para que a Cassi assuma daqui pra frente os custos do grupo. Dada a situação financeira da nossa Caixa de Assistência, a liquidação do GDI é extremamente vantajosa!

11) A proposta está ratificando o aumento da coparticipação?

Não. A coparticipação foi aprovada na alteração estatutária de 2007. Nós defendemos que a coparticipação seja um moderador de uso, e não forma de sustentação do plano. Inclusive, uma de nossas bandeiras é que o associado cadastrado na Estratégia de Saúde da Família e que faça o acompanhamento da saúde por ela seja isento da coparticipação, já que o objetivo é o uso responsável do plano. Ocorre que o aumento da coparticipação não está condicionado a consulta ao corpo social, passando somente pela votação da diretoria e do Conselho Deliberativo da Cassi. Por isso a importância de eleger direções comprometidas com a defesa dos trabalhadores e da Cassi. Não há, na proposta, nenhuma ratificação a aumento da coparticipação, e temos um abaixo-assinado nacional pedindo a revogação dos aumentos.

12) É justo cobrar mais do dependente do associado aposentado?

Novamente, jamais defendemos a cobrança por dependentes. Esta foi uma condição imposta pelo patrocinador no decorrer da negociação, lembrando que estamos em uma situação limite e numa conjuntura política desfavorável. A diferença de percentual equilibra as contribuições dos dependentes dos dois grupos, já que em média, o funcionário da ativa tem 1,5 dependente e o aposentado tem 0,9 do dependente. Então, para igualar e cobrar igual, entrando a mesma quantidade de recursos, seria algo em torno de 1,8% para os dois grupos. Nessa lógica, os da ativa passariam de 1% para 1,8% no primeiro dependente e o aposentado diminuiria apenas 0,2% passando de 2% para 1,8%. Desta forma, ficaria muito mais oneroso para os funcionários da ativa que normalmente tem mais dependentes, e reduziria pouquíssimo para o dependente do aposentado, que geralmente é apenas o cônjuge.

13) A proposta resolve o problema? Por quanto tempo?

Pelos cálculos atuariais apresentados pelos técnicos da Cassi, a proposta prevê saúde financeira para a Cassi até 2022. Devido à alta inflação médica, todos os planos de saúde, inclusive os de mercado, fazem a revisão constante do custeio. Com a Cassi não é diferente. A proposta retira o risco de alienação da carteira e liquidação por parte da ANS, e dá um período de fôlego para seguirmos lutando pela perenidade da nossa Caixa de Assistência.

Pela Cassi, Votamos SIM!

Leia. Reflita. Debata. Vivemos em tempos de batalha de informações, e infelizmente há inverdades sobre a alteração estatutária circulando nas redes.

São milhares de vidas que dependem da Cassi, e é preciso escolher com tranquilidade e responsabilidade, pesando todos os prós e contras e as consequências de cada decisão.

Por tudo isso, votamos SIM!

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