SindBancários amplia campanha contra demissões para TV, rádio e outdoors

Além de atos, paralisação de agências e atos virtuais, bancários usam mídias tradicionais para denunciar demissões dos bancos e defender o emprego dos bancários

Os bancários estão intensificando sua ofensiva contra a onda de demissões que acontece, principalmente, nos três grandes bancos privados do Brasil. As mídias, promovidas pelo SindBancários, denunciam que o Bradesco, Santander e Itaú demitiram milhares de bancários este ano. Em abril, os mesmos bancos firmaram compromisso com sindicatos de que não iriam demitir durante a pandemia.

Os esforços do SindBancários se somam a o de outros sindicatos que, nacionalmente, estão se mobilizando contra o que os bancários definem como uma desumanidade e uma falta de respeito. Além da própria pandemia e do compromisso assumido pelas instituições financeiras, os bancários tem outros argumentos.

Por exemplo: o lucro dos bancos, que segue astronômico mesmo com o aumento dos PDD; os R$ 1,2 tri disponibilizados pelo Banco Central para empréstimos que não estão sendo utilizados e o aumento da distribuição de dividendos aos acionistas no começo do ano. Outro ponto emblemático é o apoio à Reforma Trabalhista de 2017, que geraria 2 milhões de vagas de trabalho por ano. As instituições se diziam comprometidas com a criação de mais vagas de trabalho no Brasil, o que esta onda de demissões deixa claro que é uma falácia.

E não são só os demitidos em plena pandemia que são prejudicados. Os bancários que seguem empregados veem a carga de trabalho aumentar e os clientes sentem as consequencias das demissões no aumento das filas, por exemplo. Ainda cabe lembrar que, no momento, quem promove a maioria das demissões no Brasil é o Bradesco.

“Ampliar nossas campanhas é fundamental, pois os clientes precisam saber o que está acontecendo em seus bancos, a forma como os bancários, que estão ali na linha de frente, realizando o atendimento, estão sendo tratados e em que condições trabalhamos. Não estamos poupando esforços para denunciar essas demissões e mostrar que a responsabilidade social dessas instituições financeiras se restringe a publicidade e não encontra eco na realidade”, explica o secretário-geral do SindBancários, Luis Gustavo Vargas Soares, o Lobão.

Além de inserções nas programações das rádios Grenal e Guaíba, o SindBancários tem veiculado propagandas no canal SBT e está adquirindo espaços em outdoors, que devem ser instalados nos próximos dias. “Os bancos gastam milhões, todos os anos, em publicidade, para dizer que são responsáveis, que tratam bem seus funcionários e clientes. Nossa intenção, ao mostrar a realidade para os clientes, é pressionar os bancos a realmente tratarem os bancários com a dignidade que merecem”, complementa Luis.

Lucros bilionários, mesmo com pandemia

Somado os lucros do Itaú, Bradesco e Santander, são mais de R$ 30 bilhões de lucro líquido apenas nos nove primeiros meses do ano. Os valores até caíram em comparação com 2019, mas por causa dos próprios bancos: eles aumentaram as Provisões para Devedores Duvidosos (PDD), uma espécie de “seguro” contra a inadimplência.

O Itaú, somente no terceiro trimestre de 2020, por exemplo, aumentou as PDDs em 28,8% em relação ao 3º trimestre de 2019. No primeiro semestre do ano, o banco já havia aumentado as PDDs em 111%, em relação ao semestre anterior. A inadimplência, porém, segue praticamente estável: aumentou de 2,2% em março de 2020 para 2,7% em setembro.

“O discurso do bancos é totalmente descolado da realidade, em todos os sentidos. A responsabilidade social que tanto falam nas propagandas não existe no dia-a-dia, a crise financeira pela qual os bancos brasileiros passam não se traduz em seus balanços. O que estamos vendo nesses bancos é zero responsabilidade social, é a busca do lucro pelo lucro apenas”, lamenta o diretor do SindBancários e funcionário do Santander, Luiz Cassemiro.

Cassemiro questiona, por exemplo, o aumento das PDDs em um momento em que o Banco Central disponibilizou R$ 1,2 trilhões para aumentar a liquidez dos bancos e possibilitar mais empréstimos.

#QuemLucraNãoDemite

Os bancários seguirão intensificando suas ações nas próximas semanas, principalmente contra o Bradesco, o banco que mais demite no momento. O recado dos bancários tem sido claro e a cada semana mais funcionários se unem aos protestos, mostrando que o lucro dos bancos segue astronômico e não deveriam estar demitindo neste momento.

Os brasileiros cobram respeito!

Fonte: Imprensa/SindBancários

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