SindBancários ajuda a defender o patrimônio público durante ato “Abraço à CEEE”

Servidores da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) abraçaram nesta quinta-feira, 19/11, a sede da empresa, localizada na rua Joaquim Porto Villanova, em Porto Alegre. O ato simbólico demonstra a mobilização dos servidores em defesa da CEEE pública e sem fatiamento.

O SindBancários participou do ato chamado pela Frente em Defesa do Patrimônio Público, junto com o Sindiágua, Senergisul, Fetrafi-RS, CUT-RS e outras entidades. A diretora de Comunicação do SindBancários, Ana Guimaraens, estava presente. Ela ressaltou a importância da mobilização dos servidores públicos estaduais para conscientizar a população gaúcha sobre a tentativa do Governo Estadual de vender o patrimônio do RS.

“A preocupação é que o governo Sartori continue justificando a tentativa de privatizar as empresas e fundações estaduais para sair da crise. O crescimento do lucro do Banrisul no terceiro trimestre, por exemplo, desmonta esse discurso”, concluiu.

Frente em Defesa do Patrimônio Público

A Frente em Defesa do Patrimônio Público foi lançada em 11 de setembro juntamente com a comemoração do 87º aniversário do Banrisul para alertar a população gaúcha e os trabalhadores das empresas públicas, de que o atual governo do Estado tem feito movimentos no sentido de criar condições para privatizar o patrimônio dos gaúchos.

O Banrisul está na mira. Desde o mês passado, tramita em regime de urgência na Assembleia Legislativa, dois Projetos de Lei que criam duas empresas subsidiárias do banco público. O PL 208/2015 autoriza a criação da Banrisul Seguros. O PL 304/2015 autoriza a criação da Banrisul Cartões.

O SindBancários tem atuado no sentido de garantir que essas duas novas subsidiárias não sejam vendidas. São duas empresas rentáveis que manteriam e poderiam até mesmo ampliar a saúde financeira do banco. Na Assembleia Legislativa, dirigentes do SindBancários e da Fetrafi-RS já trabalham junto a deputados estaduais para garantir medidas protetivas que impeçam a venda das duas novas empresas. Os dois PLs devem ser votados em 1º de dezembro.

“Temos que atuar no sentido de pressionar os deputados estaduais a não votarem a favor da aprovação desses dois Projetos de Lei ou adotar medidas protetivas, como vincular qualquer tipo de venda de patrimônio do Banrisul a plebiscito, conforme determina a Constituição Estadual. O atual governo segue a linha de atuação do governo Britto, que privatizou a telefonia e aumentou a dívida pública do Estado”, avaliou o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, que também participou do Abraço à CEEE.

Proteger o Banrisul é preciso

No artigo 22º da Constituição Estadual, que condiciona a consulta popular, sob a forma de plebiscito, a alienação, transferência do controle acionário, cisão, incorporação, fusão ou extinção do Banrisul, da Corsan, CEEE, Companhia Rio-grandense de Mineração (CRM), Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (SULGÁS) e Companhia Estadual de Silos e Armazéns (CESA) e Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (PROCERGS).

Fonte: Imprensa SindBancários – Texto: Marina Lehmann (Estagiária de jornalismo)

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