Setembro já tem mais de um ataque a banco por dia, com a precarização da segurança pública

Dentro da série de ataques a bancos, ampliados pela precarização da segurança pública no estado, uma agência do Banco do Brasil, na Rua Jerônimo Coelho, no Centro de Porto Alegre, foi assaltada por volta das 17h50 da quarta-feira, 02/09. Conforme a Brigada Militar, dois homens armados renderam o vigia e o gerente do banco e fugiram com uma quantia de dinheiro não revelada. O vigia sofreu escoriações.

O assalto é mais uma prova concreta do acerto do SindBancários ao entrar com liminar na Justiça exigindo a não abertura das agências por conta da falta de policiamento ostensivo – decisão judicial que não está sendo cumprida por muitos bancos. “Talvez agora os gestores do Banco do Brasil se sensibilizem frente à gravidade real da situação e não abram as agências até que seja normalizado o policiamento”, diz Julio Vivian, diretor de Formação do Sindicato.

Mais de um ataque por dia

Até a manhã desta quinta-feira, 03/09, já aconteceram quatro ataques ou assaltos a bancos no mês de setembro – mais de um por dia. O primeiro dia do mês registrou tentativa de assalto à agência do Banrisul em Eldorado do Sul, com troca de tiros entre um PM e seis criminosos.

Também na terça-feira, houve o arrombamento de agência do Banrisul em Capão da Canoa, por homens armados. Na quarta-feira, 02/09, mais um ataque ao Banrisul, agora em agência da Avenida Wenceslau Escobar, Zona Sul da Capital, com caixas eletrônicos abertos com maçarico. A escalada negativa da violência bancária, no segundo dia do mês, foi completada com o assalto ao BB da Jerônimo Coelho.

Manipulação política do governo

Para o Sindicato, o quadro atual de insegurança é resultado da política recessiva do governo Sartori e do fatiamento salarial dos servidores, incluindo brigadianos e policiais civis, que até agora receberam apenas R$ 600,00 como pagamento. A maior parte dos soldados da BM continua aquartelada, sem realizar policiamento ostensivo.

“Os bancários e a sociedade não podem correr risco de morte em função de uma manipulação política do governador”, diz o presidente do SindBancários, Everton Gimenis. “Sartori está jogando com a vida de milhões de gaúchos e gaúchas para reduzir e enfraquecer o funcionalismo público, usando a crise do estado para implantar a visão neoliberal do estado mínimo”.

Queima de pneus e vidros quebrados

A revolta do funcionalismo público e a precariedade da segurança tiveram um exemplo concreto com um ato de protesto frente a uma agência do Banrisul em Santa Vitória do Palmar, na madrugada desta quinta-feira. Manifestantes atearam fogo em pneus na rua em frente ao banco, quebraram os vidros da agência e picharam a frase “Sartori caloteiro paga meu salário”.

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