Sessão plenária da vergonha volta ao debate na Assembleia

Comissão de Constituição e Justiça debate nesta terça-feira, 18/5, 9h, sessão suspeita que aprovou PEC 280 em primeiro turno em troca de benefícios para deputados estaduais

Aquela sessão de 27 de abril, uma terça-feira que manchou a história do parlamento gaúcho ao aprovar a PEC 280 em primeiro turno, voltará a ser debatida na Assembleia Legislativa. A partir das 9h desta terça-feira, 18/5, você pode acompanhar os debates pelo canal da TV Assembleia no Youtube ou a retransmissão pelas redes sociais do SindBancários.

Desta vez, a PEC 280 volta para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para debater a vergonhosa sessão plenária que deu 33 votos para o governador Eduardo Leite retirar o plebiscito da Constituição Estadual e abrir caminho para vender Banrisul, Procergs e Corsan.

De fato, a vergonha não termina nunca quando o assunto é o governador Eduardo Leite entregar o patrimônio público. Quem não se lembra ou não sabe, ele entregou a CEEE-D por R$ 100 mil reais no dia 31 de março, por sinal, dia do Golpe Militar de 1964.

Esse dia marca o início da Ditadura no Brasil e o cancelamento da democracia. Aliás, governador que não quer ouvir o povo e diz que o povo não sabe decidir sobre suas empresas públicas de democrata não tem nada.

Pois a nova vergonha da sessão plenária será ouvir o deputado estadual Mateus Wesp ler parecer contrário ao recurso do deputado Estadual Gerson Burmann (PDT)

O deputado Mateus Wesp (PSDB) vai ler seu parecer sobre o primeiro turno da votação realizado no dia 27 de abril, quer dizer mais precisamente sobre uma nova vergonha.

A questão de ordem do deputado Burmann, pedida para reclamar justamente dos dois votos suspeitos da sessão plenária híbrida, foi tornada sem efeito pelo presidente da Assembleia legislativa, Gabriel Souza.

O que está em jogo nesta sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) é ver mais uma vergonha para a Assembleia Legislativa se materializar na nossa frente.

Os deputados de oposição questionam o resultado da sessão, marcada por votos inválidos, o que colocou o primeiro turno sob suspeita. O governador Eduardo Leite, depois de rebaixar bandeira e oferecer kit asfalto conseguiu 33 votos, os necessários para aprovar a PEC 280 em primeiro turno. Ainda não há data definida para o segundo turno. Por enquanto trabalha-se com a projeção de poder ocorrer entre a terça-feira 25/5 e a terça-feira, 8/6.

Saiba por que a sessão de 27/4 ficou conhecida como a votação da vergonha da PEC 280

> O deputado Dirceu Franciscon (PTB) votou não, contra a PEC 280, mas seu voto foi computado como sim.

> O deputado Neri o Carteiro não estava presente na sessão, mas teve seu voto contado como sim.

> O governador Eduardo Leite cedeu à pressão de deputados da base governista, especialmente do partido Novo, e rebaixou a bandeira de preta para vermelha do isolamento, atendendo a pedido de liberação das aulas.

> O governador Eduardo Leite reuniu deputados de sua base e ofereceu um kit asfalto em troca da garantia dos 33 votos necessários para atingir a proporção de três quintos dos deputados para aprovar a PEC 2890/2019.

> O SindBancários e a Fetrafi-RS entraram com um pedido de informação sobre o processo de tramitação do pedido de anulação da votação do primeiro turno da PEC 280 em 27/4.

> O deputado Gerson Burmann (PDT) protocolou pedido para que  a questão de ordem que fez durante a sessão plenária de 27/4, consitnuasse valendo. O presidente da Assmebleia legislativa, Gabriel Souza (MDB) cancelou a questão de ordem de Burmann.

Saiba mais

br/index.php/sindicatos-questionam-votacao-da-vergonha-na-alergs/

No item 28, “requerimentos diversos” você pode ler na ordem do dia da CCJ desta terça-feira, 18/8, leitura de parecer que analisa pedido de validação de questão de ordem do deputado Gerson Burmann (PDT).

Fonte: Imprensa SindBancários

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